17/03/2023
O direito à alimentação e às políticas públicas de combate à fome são discutidos no 7° Encontro Estadual da Central Estadual de Associações das Comunidades Tradicionais da Agricultura Familiar e Campesina da Bahia (Cecaf), realizado até amanhã (17), em Salvador. Com o tema "A Soberania Alimentar, Humano: um direito - O desafio da participação social na construção/efetivação de políticas públicas", o encontro iniciado ontem (15), trouxe centenas de agricultores de diversos municípios ao Fiesta Convention Center. O objetivo é propor ações para fortalecer a agricultura familiar e garantir a alimentação como direito humano.
A mesa de abertura do segundo dia do encontro contou com a presença do secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, do presidente da Cecaf, Eudes Queiroz, da presidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, Lúcia Barbosa, do superintendente de Segurança e Inclusão Alimentar da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Carlos Brasileiro, representantes de entidades da sociedade civil, ligadas à agricultura e lideranças políticas.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, destacou a importância dos agricultores familiares para a promoção dos direitos humanos. “Nesse encontro os agricultores mostram que se pode fazer e ensinar para os gestores públicos que é possível ter alimento saudável na mesa das pessoas, produzir de maneira solidária e sustentável e se construir um espaço que o trabalho enobrece. Ter comida na mesa é um direito do cidadão e queremos cada vez mais estar perto das lutas sociais. As pautas que se discutem nesse encontro são fundamentais na agenda dos direitos humanos, seja na mediação de conflitos por terra, água e por um ambiente socialmente equilibrado. A defesa dos defensores dos direitos humanos que precisam ser protegidos e protegidas na sua liberdade de expressão passa também por uma agenda dos direitos humanos na promoção da cidadania e de acesso à justiça, onde queremos seguir caminhando ao lado das organizações populares”, afirmou o secretário.
O presidente da Cecaf, Eudes Queiroz, ressaltou que o encontro é um instrumento que permite a participação social e propor ações para auxiliar no combate a fome. “O encontro tem sido um instrumento de participação social e parcerias entre a sociedade civil para contribuir com poder público no combate à insegurança alimentar. Essas ações contribuem para o diálogo entre os agricultores familiares, quilombolas e povos tradicionais. Tem sido proveitoso, onde foram discutidos o plano de trabalho das associações e encaminhadas várias demandas”, reiterou o presidente.