31/10/2016
Superando os próprios limites e enfrentando as adversidades da vida com bom humor, Uilton Rocha da Conceição, 30 anos, participou da competição de bocha da II Paralimpíada da Fundação José Silveira (FJS), no último sábado, dia 30/10, no Instituto Baiano de Reabilitação (IBR). Muito mais do que ganhar uma medalha ou subir ao pódio, o estudante de Administração sabe que sua batalha maior está em dividir seu tempo com os estudos, treinamentos, além de colocar em sua agenda as seções de reabilitação psicomotora.
O superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Alexandre Baroni, representando a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), esteve presente na competição e destacou o trabalho da FJS em associar o esporte ao processo de reabilitação das pessoas com deficiência. O evento demonstra o quanto é importante à sociedade entender que as pessoas com deficiência têm capacidades e podem ser agentes ativos da sociedade. “Por isso, temos que garantir o direito de ter direitos das pessoas com deficiências”, comentou.
Para Uilton, que tem paralisia cerebral, a prática da bocha foi um divisor de águas no seu desenvolvimento. “Todo mundo na vida tem alguma limitação, mas o que não é certo é a pessoa com deficiência ficar em casa. Nunca temos que desistir e deixar de lutar pelos nossos sonhos. Temos que sempre enfrentar os nossos limites, quebrar as barreiras que a vida coloca em nossa frente”.
Esportes adaptados
Voltado ao incentivo à prática esportiva para promoção da saúde e da qualidade de vida, a Paralimpíada é uma iniciativa da Fundação José Silveira que reforça o processo de reabilitação e pós-reabilitação desenvolvido com os pacientes atendidos no no Instituto Baiano de Reabilitação (IBR) e no Centro Pestalozzi de Reabilitação, por meio de práticas esportivas adaptadas. O evento contou com a participação de pacientes da habilitação desportiva do IBR e do Centro Pestalozzi, além de paratletas baianos convidados, de diferentes idades, em torneios de natação, karatê, bocha, futebol e basquete.
Para o organizador da paralimpíada da FJS, Danilo Han, a intenção da competição é fortalecer o esporte adaptado dentro do estado e como isso transformar a vida dessas pessoas, com o objetivo de proporcionar a melhora de saúde, inserindo as pessoas com deficiência no processo da reabilitação. “É gratificante a motivação dos competidores. Nesse momento eles podem mostrar aos seus familiares o quanto estão superando as adversidades e aprendendo a superar os limites”, comentou.