Preservação do meio ambiente é tema da Caminhada da Rainha Nzinga

23/03/2016
Com o tema “Eco Mulher – a mulher preservando o ecossistema”, acontece no próximo dia 2 de abril, às 9h, a VI Caminhada Rainha Nzinga, evento realizado pelo Centro Social Urbano (CSU) do Nordeste de Amaralina, equipamento da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Justiça Social). Formada por diversas alas temáticas, com a participação dos projetos sociais e culturais, personalidades e moradores do Nordeste, a caminhada tem início no CSU Nordeste, no Beco da Cultura, percorre a rua Manoel Dias, na Pituba, e finaliza no Largo das Baianas, em Amaralina. 

Segundo a coordenadora do CSU Nordeste, Andreia Macedo, “a iniciativa visa conscientizar a sociedade civil para a importância da mulher no processo de construção social, combater o preconceito e a violência, principalmente contra as mulheres negras que pertencem às comunidades vulneráveis, assim como o Nordeste de Amaralina”. O evento cultural contará também com a participação dos movimentos “Vai ter gorda” e “Empoderamento Crespo”, que possuem uma grande representatividade de mulheres da comunidade local. 

Programação – Esse ano, uma programação com atividades de saúde, cidadania, direito, empreendedorismo e valorização da autoestima antecede a IV edição da caminhada. Do dia 30 de março ao dia 1º de abril, serão ofertados, na sede do CSU Nordeste de Amaralina, serviços como teste rápido de HIV, oficina de primeiros socorros e prevenção de acidentes domésticos, aferição de pressão arterial e glicemia, ações para o combate ao Aedes aegypti, oficinas de turbante e trançado, entre outras atividades. 

Rainha Nzinga – Criada em 2010, a Caminhada da Rainha Nzinga do Nordeste de Amaralina tem como ícone a rainha do Ndongo, atual Angola, Nzinga Mbandi (1582-1663). Símbolo da resistência africana à colonização, Nzinga entrou para a história como combatente destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Ela chefiou pessoalmente o exército até os 73 anos de idade e era tão respeitada pelos portugueses que a Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos. Nzinga nasceu entre os africanos de língua bantu, os mesmos que, escravizados no Brasil, criaram o samba e a capoeira. Para Andreia, “a história de resistência de Nzinga deve ser referência para as mulheres negras do Nordeste de Amaralina, que lutam diariamente pela sobrevivência, pelo empoderamento e criação dos filhos”. 
 
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