10/03/2022
Diversidade, bullying e preconceito foram os temas abordados na roda de conversa com os alunos do Colégio Estadual José de Freitas Mascarenhas, localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, realizada nesta quinta-feira (10). Com o tema “Educação para a Diversidade”, o bate-papo teve o intuito de debater com a comunidade escolar sobre as principais formas de combater a intolerância e a LGBTfobia, como também promover e orientar sobre os direitos do cidadão.
A ação foi promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia(SJDHDS), através do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT da Bahia (CPDD-LGBT) e da Coordenação de Políticas para a Juventude, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.
A atividade contou com a participação de colegas, professores e o corpo técnico do local onde estuda o adolescente de 15 anos, vítima de homofobia e agredido dentro de um ônibus escolar, na última sexta-feira (25). Durante toda manhã estudantes acompanharam a exibição de um documentário produzido por estudantes que abordava sobre diversidade e formas de praticar o respeito e a tolerância dentro do ambiente escolar. Logo após, o grupo participou de uma dinâmica onde cada um escreveu no papel anonimamente uma situação de violência presenciada ou sofrida.
“A gente percebeu que eles [estudantes] apresentam alguma demanda, tem algumas necessidades, inclusive, de identificar determinadas atitudes que são preconceitos, são violências e que o humor, o bullying, e, às vezes, a brincadeira dentro da escola tem um limite. A gente conseguiu passar um pouco para eles que a partir do momento que a piada ela fere o outro, isso passa de ser engraçado e vira uma agressão, uma violência. Muitas vezes, essas violências são subjetivas e, por isso, que a gente precisa se empoderar sobre os direitos”, afirmou o coordenador de Políticas LGBT da SJDHDS, Kaio Macedo,
Na ação, foram apresentados também o Estatuto da Juventude, os canais oficiais de denúncia e as rede de proteção oferecidos pelo Governo do Estado para auxiliar no combater ao racismo, a intolerância religiosa e a LGBTfobia.
“As juventudes precisam de espaços para dialogar sobre suas vivências, apresentar suas demandas e necessidades. Ações como essa são oportunidades de fortalecer laços e levar informações sobre os direitos das juventudes, especialmente, aos jovens que são vítimas de preconceito racial, social, sexual e de gênero”, destaca a coordenadora da Conjuve, Fernanda Sampaio.
De acordo com a Coordenação de Políticas LGBT da SJDHDS, a proposta é estender as ações para toda rede estadual de ensino, com a capacitação de professores e promover junto com os movimentos sociais um debate para promover a inclusão social.
“O objetivo é evitar futuras agressões, violências que não são apenas físicas, mas verbais, psicológicas e que afetam o dia-a-dia daquele estudante e que o debate é justamente para falar sobre respeito e tolerância. A escola é como se fosse a segunda casa, assim como a gente quer um ambiente familiar que seja acolhedor, a gente quer também que as escolas sejam espaços de acolhimento e proteção, ressaltou Kaio Macedo.
A Coordenação de Políticas LGBT da SJDHDS e Conjuve realizarão novas rodadas de conversa com os estudantes propor ações conjuntas com a Secretaria de Educação de Camaçari para ampliar o debate nas escolas sobre diversidade.
“A atividade de hoje promove a quebra de paradigmas importante, debatendo assuntos importantes sobre diversidade e preconceito, tendo em vista que a educação precisa ser pensada para integrar todos os alunos respeitando as suas individualidades gerando respeito”, finalizou a técnica pedagógica da SEC, Taila Barbosa.