Atividades lúdicas estimulam jovens da Fundac a desmistificarem preconceitos e compreenderem importância da inclusão

31/01/2023
Desmistificar preconceitos, garantir a inclusão e fomentar a prática do respeito às diferenças foram alguns dos temas trabalhados ao longo do mês pela Fundac, órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, com os adolescentes e jovens que cumprem medida socioeducativa. Nesta terça-feira (31), por exemplo, através do uso lúdico do teatro de fantoches, os educandos da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) Irmã Dulce, exibiram um pouco dessas temáticas, e mostraram ainda capacidade de interpretação textual, humor e versatilidade. 

Enquanto o público escutava atentamente as notícias do jornal “Lá Ele”, como foi intitulado pelos jovens integrantes da peça, os artistas da vez esbanjavam desenvoltura e dinamismo durante as apresentações. De acordo com a instrutora de artesanato, Andreia Costa, o preconceito foi uma das questões que pôde ser trabalhado através do viés lúdico. “Como a unidade é composta somente por educandos do sexo masculino, foi necessário que alguns deles interpretassem papeis femininos. E, na hora, alguns adolescentes e jovens mostraram desinteresse pela atividade por causa dessa necessidade”, afirmou. 


Com um trabalho muito voltado para a diversidade e para a desmistificação de preconceitos, os educandos foram compreendendo que a interpretação, a cor da roupa ou o tipo de linguagem a ser usada, em nada interferia em sua orientação sexual. Para o coordenador pedagógico da unidade, Paulo Paixão, o uso de atividades como essas para tratar temas, por vezes polêmicos, têm tido êxito na unidade socioeducativa. “As atividades pedagógicas auxiliam nisso. E, através do lúdico, podemos trazer muitas mensagens importantes para esses jovens”, pontuou. 

A pauta inclusão também foi trabalhada na apresentação, já que uma das personagens era surda. Para entender o que falava, a instrutora de poesia Patrícia Silva, reproduzia tudo o que era dito através da Língua Brasileira de Sinais (Libras), enquanto os educandos exercitavam gestos do alfabeto a partir de um folheto entregue durante a exibição. Também participaram da culminância, como expectadores, outros educandos da unidade socioeducativa, bem como trabalhadores que laboram na Case Irmã Dulce.

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