Seminário destaca o combate à escravidão moderna

13/12/2017
Na manhã desta quarta-feira (13), a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) participou do Seminário A Construção da Paz e o Combate à Escravidão Moderna, promovido pelo Instituto de Estudo e Ação pela Paz com Justiça Social (IAPAZ) no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Salvador.

Entre os temas debatidos, as Reformas Trabalhista e da Previdência, o desmonte das estruturas de prevenção e combate ao trabalho escravo, atividades urbanas relacionadas à exploração sexual, trabalho infantil e mendicância. 

O evento reuniu o secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues, o coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia, Jonas Paulo, representantes da Secretaria do Trabalho, Emprego Renda e Esporte (Setre), do MPT, Defensoria Pública, Polícia Militar, União de Negros pela Igualdade (Unegro), Instituto dos Advogados da Bahia (IAB), Universidade Internacional da Paz (Unipaz) e lideranças sindicais.

"Esse Seminário é de grande importância, especialmente no atual momento. Sem dúvida, a paz só é construída com políticas sociais. E esse governo ilegítimo tenta destruir os avanços conquistados nos últimos 13 anos", pontuou Carlos Martins. "O Governo Temer cortou em 96% o orçamento da Assistência Social, dando clara evidência de que não é prioridade. A sociedade tem que se mobilizar e responder 'Não!' a todo esse retrocesso", endossou o secretário da SJDHDS, que comandou a primeira ação de combate ao trabalho escravo na Bahia, quando foi Delegado Regional do Trabalho, e intermediou o Termo de Ajustamento de Conduta entre blocos carnavalescos e cordeiros para assegurar o uso de equipamentos de segurança individual e a entrega de kits de alimentação.

O Seminário contou com apoio da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Fórum Social Mundial - a próxima edição do evento será na capital baiana, em março do ano que vem. "Direitos Humanos é não ao preconceito, intolerância religiosa, LGBTfobia, agressão às mulheres, crianças e adolescentes. Vamos continuar lutando para avançar ainda mais e aproveitar o espaço do Fórum Social Mundial para aprofundar os debates e mobilizar a população. Nós não vamos aceitar retrocessos", arrematou Carlos Martins.