14/12/2018
Representantes de comunidades terapêuticas que atuam no Sistema Viva Bahia, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), participaram nesta sexta-feira (14) de mais uma capacitação. A SJDHDS, por meio da Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis (SUPRAD), promove um encontro mensal com as equipes para discutir temas, capacitar os profissionais e promover a integração entre os diversos atores que atuam na recuperação e redução de danos de usuários de drogas.
O último encontro do ano, realizado em parceria com a Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), teve como tema a geração de renda a partir de uma perspectiva associativa, a exemplo da economia solidária. "O objetivo é possibilitar a reinserção de pessoas que faziam uso de drogas e passaram pelas comunidades que integram o sistema. Os temas dos encontros têm sempre relação direta com o tratamento e cuidado ofertados nos espaços", explicou Emanuelle Silva, diretora de Prevenção e Redução de Riscos e Danos da Suprad.
A assessora técnica da Superintendência de Economia Solidária da SETRE, Silvia Bahia Martins, foi responsável pela capacitação. "A economia solidária tem um elemento extremamente emancipador, então quando a gente está falando com comunidades terapêuticas, que tem usuários, a economia solidária se apresenta com uma possibilidade, uma alternativa para eles fazerem isso com menos restrições, sem sofrer o estigma que ainda predomina no mercado formal", afirma.
De Vitória da Conquista, a psicóloga Isabel Viana, da Comunidade Terapêutica Fazenda Vida e Esperança (Cotefave), reafirmou a importância do encontro e dos temas para o trabalho desenvolvido com os usuários nas comunidades. "Durante todo o período, nós temos a capacitação continuada que é muito útil. Além de questões relacionadas à legislação, burocracia, mas também em questões que visem o bem estar dos acolhidos. O nosso trabalho é sempre guiado pela não violação dos direitos deles", afirma.
Para Telma Carneiro, coordenadora da Comunidade Terapêutica Harmonia, em Feira de Santana, que atende apenas mulheres, a atuação vai além da ação na comunidade e tem o objetivo de apoiar as acolhidas depois da saída da instituição. "Nós trabalhamos com questões práticas, a exemplo de cursos de acarajé e abará, panificação, apliques, mega hair, turbantes, que são coisas que tem demanda grande, que permitem que ela saia da comunidade e tenha uma renda para viver", explica. Um grupo de mulheres da comunidade realizou uma apresentação cultural no encontro.