01/06/2021
A atuação do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Bahia (Coede-BA) garantiu a inclusão de uma profissional intérprete de Libras no sistema de ensino do município de Bonito, a 455 km de Salvador.
Cíntia Santos procurou o conselho para que a filha, I.S.S., de 15 anos, que é surda, pudesse ser acompanhada por uma intérprete de libras na sala de aula. A mãe da jovem conta que a filha encontrava dificuldades no aprendizado e ainda não havia sido alfabetizada.
"Há algum tempo eu vinha tentando, mas havia uma dificuldade, sempre uma barreira. Então eu conheci uma pessoa que conhecia um pouco mais sobre a legislação, que me ajudou e também com o auxílio do Coede-BA nós conseguimos garantir esse direito", conta a mãe da jovem.
Após tomar conhecimento do caso, o Coede-BA enviou ofício ao município solicitando que a oferta da profissional fosse garantida, caso contrário a questão seria encaminhada ao Ministério Público. O município atendeu a solicitação e, agora, a jovem conta com uma profissional capacitada.
"A mudança dela desde abril, quando começou a ser acompanhada, é visível. Ela mudou muito, já consegue entender e eu consigo entender e ajudar em muitos pontos também. Até o comportamento da minha filha melhorou. Fico feliz que ela tenha conquistado esse direito e espero que outras mães e pais possam fazer valer o seu direito", afirma Cíntia.
As aulas acontecem presencialmente no município, mas com apenas dois alunos por sala de aula. O objetivo é garantir a proteção dos estudantes durante o período da pandemia do coronavírus.
“Nós, do conselho, estamos constantemente discutindo sobre a importância da educação inclusiva e estamos atentos para estas situações, principalmente no interior do estado, cobrando a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência”, destaca Ninfa Cunha, presidenta do Coede-BA.
O conselho alerta ainda que solicitações e denúncias podem ser enviadas através de endereço eletrônico (coedebahia@sjdhds.ba.gov.br) para conhecimento e providências.