22/04/2021
“Como enfrentar a intolerância religiosa no Brasil de hoje? ” foi o tema em pauta na noite desta quarta-feira (21), na segunda edição do “Falando sobre Direitos Humanos”, uma iniciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), que promove debates sobre garantia de direitos fundamentais e discute temas de importância na área de direitos humanos
A transmissão aconteceu no YouTube da SJDHDS e contou com as participações da Yalorixá do Terreiro de São Jorge Filho da Goméia, Mameto Kamurici da Goméia, e do diretor de Comunicação da União Adventista da Bahia e Sergipe, Heron Santana. A mediação foi realizada pelo superintendente de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos da SJDHDS, Jones Carvalho.
“A luta do povo negro, do povo de Santo, do povo de Candomblé, é uma luta ancestral e de sempre. O racismo e a intolerância não afetam só ao meu povo, mas todos nós. Por isso continuamos lutando, pois, precisamos entender que vivemos num mundo onde existem diversidades e que precisam ser respeitadas”, enfatizou Mameto Kamurici da Goméia.
“Desde sempre a Igreja Adventista do Sétimo Dia entendeu sua responsabilidade e o seu papel no enfrentamento à intolerância religiosa e no trabalho em favor da liberdade religiosa. Mais de 80% dos casos de intolerância religiosa que chegaram ao MP-BA são contra os terreiros. Isso dá uma dimensão do desafio e da responsabilidade que nós temos de advertir sobre essa realidade”, pontuou Heron Santana.
Por sua vez, o superintendente da SUDH, Jones Carvalho, reforçou dados sobre o agravamento das situações de intolerância religiosa e violência no contexto atual do país.
“Isso tem agravado diversos problemas que tem atingindo tanto os terreiros e outras religiões, por preconceito, incompreensão e desrespeito às práticas religiosas individuais. A intolerância vai para além da religião, pois é uma forma de atingir outros segmentos da sociedade, e transborda para outros aspectos”, destacou ele.