21/08/2015
Para apresentar o diagnóstico da segurança alimentar e nutricional na Bahia, os avanços nos últimos anos e avaliar a qualidade dos alimentos consumidos pelos baianos, será realizada de 26 a 28 de agosto, a 5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. O encontro reúne representantes do governo estadual e federal e de entidades da sociedade civil, que vão sugerir propostas para os desafios da Bahia e do Brasil no campo da segurança alimentar e nutricional.
A iniciativa, realizado pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia (Consea-Ba), órgão vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) é preparatória para a 5ª Conferência Nacional, que ocorre em novembro, em Brasília. A 5ª Cesan tem como meta ampliar e fortalecer os compromissos políticos para a promoção da soberania alimentar, o direito humano à alimentação adequada e saudável da população baiana, assegurando a participação social e a gestão intersetorial.
Participação democrática - Com o tema Comida de Verdade no Campo e na Cidade: por direitos e soberania alimentar, a mesa de abertura acontece no dia 26, às 9h, com a participação da ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello. Para a superintendente de Inclusão de Segurança Alimentar (Sisa), Rose Pondé, “as atividades da 5ª Cesan devem reforçar o seu caráter político, formativo e de mobilização, como instância do SISAN que concretiza a participação democrática e cidadã, levando os debates e os avanços obtidos para a agenda do estado, dos territórios e dos municípios”.
Durante o evento, que tem a parceria do Grupo Governamental de SAN (GGSAN), do Governo do Estado, será lançado o 1º Plano de Segurança Alimentar, que através de ações intersetoriais, busca fomentar a produção e o abastecimento alimentar na Bahia, a partir do fortalecimento da agricultura familiar e da economia solidária. De acordo com Flávio Bastos, secretário executivo do GGSAN, “o Plano de SAN pretende disseminar ações e práticas de convivência com o Semiárido, centradas no estoque de água, sementes e alimentos, instituir processos de educação alimentar e nutricional, contribuir para reduzir a insegurança alimentar grave que ainda atinge uma parcela da nossa população”.
Avanços - Nos últimos anos, a Bahia apresentou uma linha crescente do índice de segurança alimentar e nutricional no estado. Em 2004, o percentual da população fora da área de insegurança alimentar era 49,80%, este indicador passou para 58,84% da população em 2009, e alcança hoje 62,23%. Em contrapartida, verificou-se o efeito inverso no índice de insegurança alimentar grave – que pode chegar à fome. Em 2004, 12,59% da população se encontrava nesta faixa de risco., diminuindo para baixando para 8,9% em 2009, e, atualmente atinge 6,56% da população, um desafio ainda a ser superado. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014, revela que 62,23% dos baianos estão em segurança alimentar e nutricional. Entre os que sofrem algum tipo de insegurança alimentar, 6,61% estão na modalidade “grave”.
Alerta - Outra pesquisa, intitulada Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, realizada nas 27 capitais brasileiras, revelou que 52,2% da população adulta de Salvador está com excesso de peso – abaixo da média nacional, que é 54%. A pesquisa mostra que a obesidade atinge 18,2% dos soteropolitanos. Entre as 27 capitais pesquisadas, Salvador é que apresenta o quarto menor índice de consumo de frutas e hortaliças (18,6%). Em compensação, a capital baiana é que consome menos carnes com excesso de gordura (21,1%).
Serviço:
O quê:5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional, 5ª Cesan
Quando: 26, 27 e 28 de Agosto
Onde: Hotel Fiesta, Avenida Antônio Carlos Magalhães, 711, Itaigara, Salvador – Bahia.
Hora de abertura: 9h