Dia Mundial de Conscientização sobre Violência à Pessoa Idosa é marcado por debate virtual promovido pela SJDHDS


16/06/2021
Para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre Violência à Pessoa Idosa, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) promoveu, na noite desta terça-feira (15), um debate online de fortalecimento aos direitos da pessoa idosa no estado da Bahia. A iniciativa é da Coordenação da Pessoa Idosa da SJDHDS. 

Mediado pela coordenadora de Articulação de Políticas para Pessoa Idosa, Lúcia Mascarenhas, o debate serviu para consolidar um olhar ainda mais atento aos direitos da pessoa idosa e conscientizar sociedade sobre os diversos tipos de violência, psicologia e física, que vem aumentando. A discussão  contou com as participações de Jones Carvalho, superintendente de Direitos Humanos da SJDHDS; Heleneci Nascimento, delegada Especial de Atendimento ao Idoso; João Carlos Gavazza, representante da Defensoria Pública da Bahia; e Dora Marcia Zalcbergas, Presidente da Comissão do Idoso da OAB-BA. 

“É preciso aproveitar, respeitar e valorizar a vivência e a experiência dos idosos. A nossa sociedade perdeu muito isso. Infelizmente, a validade da pessoa se resume a sua condição de produção. Quando a gente fala de direitos humanos estamos falando também sobre a dignidade de acolhimento das pessoas, do tratar bem, atender bem, do não abandono. A sociedade precisa ter um olhar mais humano e afetivo para esse público”, disse Jones Carvalho. 

 De acordo com Lúcia Mascarenhas, que também é presidente do Conselho Estadual do Idoso, a violência contra a pessoa idosa vem crescendo imensamente. “Apenas nesse primeiro semestre de 2021, o Disque 100 registrou 34 mil denúncias, um dado bastante preocupante. Nossa intenção é falar para a sociedade sobre essa situação e alertar a população sobre a importância da denúncia, além de ensinar quais são as categorias de violências cometidas, como a financeira, psicológica e física”, explicou.

“Dados como esses mostram a urgência e importância de polícias sociais de atenção e prevenção a depressão e suicídio de pessoas idosas, além de propor medidas de responsabilização da família em relação ao abandonado e aos abusos”, declarou Dora Zalcbergas. “Às vezes o idoso chega à delegacia acompanhado da pessoa que está praticando a violência. Então é preciso ter um olhar atento e qualificado pra saber acolher e atender, com vistas a garantir a proteção e segurança da pessoa idosa’ pontuou a delegada Heleneci Nascimento.

“Os grandes abusos e preconceitos vem se intensificando com a pandemia, tanto do ponto de vista econômico quanto da condição do isolamento social. Ao classificar a velhice como uma doença, a OMS reforça o estigma da população idosa, sem falar em custos agregados com o aumento de seguros de vida, juros de contratos bancários, etc. Isso aumenta o preconceito contra idosos e, consequentemente, aumenta as negligências, como abandono familiar, maus-tratos, abusos psicológicos e financeiros”, afirmou o defensor público João Carlos Gavazza.

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