11/12/2019
A V Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, que acontece em Salvador, foi encerrada na tarde desta terça-feira (11) com a apresentação e votação das proposições, além da escolha dos delegados da V Conferência Nacional. A abertura da programação aconteceu nesta terça-feira (10).
Durante dois dias, um público formado por conselheiros, representantes de entidades e da sociedade civil, discutiu sobre os “Desafios de Envelhecer no século XXI e o Papel das Políticas Públicas”.
Segundo a coordenadora de Articulação de Políticas para Pessoa Idosa da SJDHDS, Lúcia Mascarenhas, a conferência foi uma grande oportunidade para reunir os vários segmentos da sociedade e ouvir os anseios das pessoas, principalmente dos municípios mais distantes da capital.
“Segundo dados, em 2030 o Brasil terá a quinta maior população idosa do mundo. Diante disso, o poder público e a sociedade precisam pensar em políticas públicas que atendam de forma adequada essa parcela numerosa da população. Durante todo esse processo da conferência temos a oportunidade de chamar a atenção para a necessidade de uma maior responsabilidade com o idoso, sobretudo dos municípios menores”, disse.
A conselheira Tânia Menezes, representante da Associação Brasileira de Alzheimer e Doenças Similares (ABRAz) , pontua que apesar da situação do país, o balanço sobre a conferência, é muito positivo.
“Juntamos nossos esforços e nesses dois dias trabalhamos em cima de eixos importantes que interferem no viver da pessoa idosa, principalmente as que estão avançando em longevidade. A Bahia é o segundo estado em número de centenários no país e precisamos pensar em Políticas que tragam uma melhor qualidade de vida para essas pessoas”, destacou.
Participante das discussões da conferência, o Cacique Juvenal Payayá afirma que as propostas precisam contemplar as pessoas e respeitar suas diversidades. “Por mais que tenhamos conquistado alguns avanços para a população idosa no país, ainda temos muito que buscar. Faço questão de participar para que nossa voz seja ouvida e possamos pensar em todas as pessoas idosas do país, e também na população indígena”, comentou a liderança indígena.