30/05/2019
A Superintendência Apoio e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) participou, hoje (30), da abertura da exposição “Retrato Escravo”, dos fotógrafos João Ripper e Sérgio Carvalho, no espaço Memorial do Trabalhador, situado no Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. A exposição é uma iniciativa da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) que reúne fotos e documentos que traçam um panorama das ações de combate ao trabalho análogo ao de escravo no Brasil.
O acervo fotográfico mostra o resultado de viagens, por diversos territórios do Brasil, em operações de combate ao trabalho análogo a escravo. Para o superintendente de Direitos Humanos da SJDHDS, Jones Carvalho, "o memorial é muito importante para evidenciar uma realidade dura, cruel” e que vai na contramão de todos os direitos necessários para garantir a dignidade humana, e que precisa ser combatido. Para combater essa prática é muito importante o trabalho feito em rede (com órgãos públicos, sociedade civil, entidades parceiras, justiça, entre outros)", declarou.
No âmbito do Governo do Estado, através da SJDHDS, as operações de resgate de trabalhadores, encontrados nestas condições degradantes, estão sendo realizadas por meio da Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo (CETP) e da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA).
Além da prevenção, repressão e atendimento às vítimas, a CETP e a Coetrae-BA desenvolvem um trabalho na perspectiva de repressão ao crime organizado e elaboração de uma série de programas sociais. “Nessas duas frentes de combate ao trabalho análogo a escravo, atuamos com ações preventivas, priorizando a informação, sensibilização e mobilização da sociedade sobre as diversas maneiras de enfrentar o tráfico de pessoas e trabalho escravo, além de oferecer capacitação para o enfrentamento. E essas fotos retratam exatamente o quão necessário é a continuidade do nosso trabalho para garantirmos que pessoas trabalhem em condição humana e com a garantia de todos os seus direitos trabalhistas”, afirmou Admar Fontes, coordenador do CETP e do Coetrae-BA.
A exposição ficará aberta ao público por tempo indeterminado, com horário para visitação das 9h às 15h, de segunda a sexta-feira. Participam do projeto, além do MPT-BA, a Coetrae-BA e o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait).