Em alusão ao Dia Internacional da Juventude comemorado no mês de agosto, o Programa Corra pro Abraço, iniciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia, realiza o 2° Ciclo de Capacitações com o tema, “Desafios para garantia de proteção e cuidado da adolescência e juventude”. A formação tem início nesta sexta-feira (30), na sede do Sindae (Rua General Labatut, Nº 65, Barris), e é voltada para profissionais que atuam com temáticas voltadas às pessoas em situação de rua, mais especificamente com os jovens que compõem um dos públicos assistidos e acompanhados pelo Programa.
A expectativa é que a primeira atividade do ciclo alcance uma média de 100 pessoas, entre psicólogos, assistentes sociais, agentes de redução de danos, estudantes e pesquisadoras que atuam com temáticas voltadas às pessoas em situação de rua, jovens em bairros com altos índices de violação de direitos e acesso à Justiça, além dos próprios integrantes do Corra e outros profissionais. Na oportunidade, será realizado o lançamento do “Guia Referencial da Rede de Serviços de Atenção e Cuidado às Pessoas com Problemas Relacionados ao Uso de Drogas”, elaborado pelo Programa para subsidiar profissionais, bem como a sociedade civil, no que se refere ao encaminhamento, apoio e orientação às pessoas em situação de vulnerabilidade, em contextos relacionados ao uso e criminalização do consumo das substâncias psicoativas.
Além disso, acontecerá intervenção artística com jovens de comunidades, aula com especialistas sobre “Adolescência, Juventudes e Vulnerabilidades”, mesa sobre “Juventude e Ativismos” com jovens lideranças. Por fim, a mesa “Rede de Cuidado e Atenção para Adolescência e Juventude”, que visa dialogar sobre aspectos jurídicos, de saúde e de assistência social, que conta com a participação de profissionais que integram a rede de atenção psicossocial.
Segundo Trícia Calmon, coordenadora geral do Programa. “As capacitações são importantes para que todos saibam lidar com respeito ao público beneficiário, marcado por um contexto de violação de direitos e pela falta de acesso aos espaços e serviços públicos e tem se mostrado fundamentais para o alinhamento das informações entre profissionais e colaboradores da rede de atenção psicossocial no atendimento, cuidado e acolhimento às pessoas em contexto de vulnerabilidade que são acompanhadas pelos serviços públicos de saúde, justiça, serviço social, educação, entre outros, pontua ela.
O primeiro ciclo ocorreu entre Julho de 2017 e Agosto de 2018 e contou com a participação de mais de 1.000 pessoas.