Na tarde desta terça-feira (15), técnicos e pesquisadores da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia da Secretaria de Planejamento (Sei/Seplan) apresentaram o resultado da pesquisa de satisfação e perfil socioeconômico das pessoas que frequentam os Restaurantes Populares (RPs) de Salvador, realizada em junho deste ano.
Segundo o diretor de pesquisas da Sei, Armando Castro, o estudo apresentou 95% de grau de confiança e o custo foi próximo de zero. "Foi algo inicial, mas bastante relevador. Agora podemos apurar e verificar os erros para um segundo momento, além de manter o trabalho a cada 6 meses ou uma vez por ano", explicou.
A pesquisa entrevistou 1.488 beneficiários dos dois restaurantes, Comércio e Liberdade, a partir de um questionário com 31 perguntas a respeito de dados pessoais, sociais e econômicos dos consumidores, como sexo, raça, escolaridade, situação de moradia, meio de sobrevivência, ocupação profissional e aspectos positivos e negativos quanto à infraestrutura do espaço, alimentação e funcionários, respondido por 729 frequentadores do RP da Liberdade e 759 beneficiários do RP do Comércio. Graças à pesquisa, foi possível traçar o público-alvo dos restaurantes, composto por homens acima de 45 anos, negros, solteiros, de baixa escolaridade e com endereço fixo. O estudo também abordou outras questões, como vínculo empregatício, cidade de origem e participação em programas sociais.
"Foi interessante conhecer sobre o trabalho que é feito nos Restaurantes Populares e a efetividades das políticas públicas, principalmente quando se trata de um direito básico da pessoa como é a alimentação", pontuou Rose Pondé.