31/08/2018
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acompanhados pelo coordenador estadual do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Roosevelt Silva, estiveram, nesta quinta-feira (30), em Pedrão, no Litoral Norte e Agreste Baiano, para conhecer a dinâmica de captação e distribuição de leite bovino feita através da Cooperativa de Agropecuária do município (Coaped), laticínio participante do PAA – Modalidade Leite na região.
Além da visita à cooperativa, os pesquisadores também conversaram com produtores da agricultura familiar e as entidades receptoras do leite sobre aspectos como armazenamento e qualidade do produto, frequência de entrega, utilização final, relação com os parceiros e público beneficiado.
Segundo Silva, apesar de todo o processo ser normatizado, o diagnóstico constante do trabalho é fundamental para aprimorar a gestão do programa. “Quando participamos de pesquisas de campo, vemos o que acontece em campo e o que mudou na vida de produtores e beneficiários. É um diagnóstico que contribui para o crescimento do PAA”, comentou.
A comitiva esteve na Secretaria Municipal de Assistência Social para conhecer como se dá a dinâmica de distribuição do leite, uma vez que o órgão também é responsável pela gestão e entrega do produto em outros pontos da cidade. Em seguida, o grupo visitou a Escola Municipal Dinha Zezé, que distribui, semanalmente, cinco litros de leite recebidos para cada um dos 288 alunos (3 a 7 anos) matriculados. Depois, os pesquisadores seguiram para o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Pedrão, cuja utilização é de, em média, 400 litros de leite por semana para o público de 6 a 80 anos.
Os consultores também verificaram as instalações e equipamentos da Coped e reuniram informações como quantidade de produtores cooperados (30-40), em sua maioria oriundos do município, com 20 a 30 cabeças por rebanho; fiscalização sanitária; processo de industrialização do leite e captação diária de 1950 litros por dia, sendo 780 litros provenientes do PAA. “A visita é importante, porque é um momento de expor dificuldades, novas experiências e ideias para o laticínio. Vejo como bastante positiva”, ressaltou o presidente da Coped, José Santos.
Os pesquisadores ainda anotaram dados sobre a produção e fiscalização do rebanho do pequeno produtor Edvânio Nascimento, 42, cooperado à Coped, que capta de 40 a 45 litros de leite diariamente. “O PAA é um bom programa, porque temos um ano de contrato e estabilidade. Mas a pesquisa ajuda muito para vocês terem conhecimento da situação e melhorarem as coisas para gente”, pontuou Nascimento.
Segundo os pesquisadores da universidade, Rita Andrade e Manoel Neto, os principais pontos positivos da coordenação estadual do PAA Leite são a eficácia da gestão e a capacidade de articular e mobilizar outros órgãos do Estado, mas ainda há o que ser melhorado. "O desafio que temos é fazer um trabalho para ampliar a compreensão dos envolvidos sobre o PAA, para que todos trabalhem e cresçam juntos”, disse Rita.
A Bahia é o terceiro estado a receber a visita dos representantes da UFRN. No último dia de estadia (31), os consultores farão a avaliação dos dias de pesquisa realizados no Estado.
Visita
O objetivo dos quatro dias (28 a 31 de agosto) de acompanhamento é realizar o diagnóstico do PAA Leite na Bahia, a partir da contribuição da SJDHDS, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Superintendência de Assistência Técnica da Bahia (Bahia Ater) e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), além de coletar dados para elaboração do Sistema de Monitoramento e Gestão Territorial Descentralizada do PAA Leite (SIGPAA). A ferramenta será desenvolvida pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), em parceria com a UFRN, cuja função é incrementar o gerenciamento do programa a partir de referências espaciais e específicas da área, colaborando, assim, com a gestão integrada e efetiva do PAA Leite a nível nacional.
Além da Bahia, o programa atua em Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. A proposta é que o projeto resulte na produção de um livro e que o SIGPAA esteja disponível para as entidades até abril de 2019, sendo que a apresentação primária do sistema está prevista para outubro deste ano.
Além da visita à cooperativa, os pesquisadores também conversaram com produtores da agricultura familiar e as entidades receptoras do leite sobre aspectos como armazenamento e qualidade do produto, frequência de entrega, utilização final, relação com os parceiros e público beneficiado.
Segundo Silva, apesar de todo o processo ser normatizado, o diagnóstico constante do trabalho é fundamental para aprimorar a gestão do programa. “Quando participamos de pesquisas de campo, vemos o que acontece em campo e o que mudou na vida de produtores e beneficiários. É um diagnóstico que contribui para o crescimento do PAA”, comentou.
A comitiva esteve na Secretaria Municipal de Assistência Social para conhecer como se dá a dinâmica de distribuição do leite, uma vez que o órgão também é responsável pela gestão e entrega do produto em outros pontos da cidade. Em seguida, o grupo visitou a Escola Municipal Dinha Zezé, que distribui, semanalmente, cinco litros de leite recebidos para cada um dos 288 alunos (3 a 7 anos) matriculados. Depois, os pesquisadores seguiram para o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Pedrão, cuja utilização é de, em média, 400 litros de leite por semana para o público de 6 a 80 anos.
Os consultores também verificaram as instalações e equipamentos da Coped e reuniram informações como quantidade de produtores cooperados (30-40), em sua maioria oriundos do município, com 20 a 30 cabeças por rebanho; fiscalização sanitária; processo de industrialização do leite e captação diária de 1950 litros por dia, sendo 780 litros provenientes do PAA. “A visita é importante, porque é um momento de expor dificuldades, novas experiências e ideias para o laticínio. Vejo como bastante positiva”, ressaltou o presidente da Coped, José Santos.
Os pesquisadores ainda anotaram dados sobre a produção e fiscalização do rebanho do pequeno produtor Edvânio Nascimento, 42, cooperado à Coped, que capta de 40 a 45 litros de leite diariamente. “O PAA é um bom programa, porque temos um ano de contrato e estabilidade. Mas a pesquisa ajuda muito para vocês terem conhecimento da situação e melhorarem as coisas para gente”, pontuou Nascimento.
Segundo os pesquisadores da universidade, Rita Andrade e Manoel Neto, os principais pontos positivos da coordenação estadual do PAA Leite são a eficácia da gestão e a capacidade de articular e mobilizar outros órgãos do Estado, mas ainda há o que ser melhorado. "O desafio que temos é fazer um trabalho para ampliar a compreensão dos envolvidos sobre o PAA, para que todos trabalhem e cresçam juntos”, disse Rita.
A Bahia é o terceiro estado a receber a visita dos representantes da UFRN. No último dia de estadia (31), os consultores farão a avaliação dos dias de pesquisa realizados no Estado.
Visita
O objetivo dos quatro dias (28 a 31 de agosto) de acompanhamento é realizar o diagnóstico do PAA Leite na Bahia, a partir da contribuição da SJDHDS, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Superintendência de Assistência Técnica da Bahia (Bahia Ater) e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), além de coletar dados para elaboração do Sistema de Monitoramento e Gestão Territorial Descentralizada do PAA Leite (SIGPAA). A ferramenta será desenvolvida pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), em parceria com a UFRN, cuja função é incrementar o gerenciamento do programa a partir de referências espaciais e específicas da área, colaborando, assim, com a gestão integrada e efetiva do PAA Leite a nível nacional.
Além da Bahia, o programa atua em Alagoas, Pernambuco, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. A proposta é que o projeto resulte na produção de um livro e que o SIGPAA esteja disponível para as entidades até abril de 2019, sendo que a apresentação primária do sistema está prevista para outubro deste ano.