Acolhimento institucional de crianças e adolescentes em tempos de pandemia foi tema de live nesta quarta (03)

04/06/2020
Com cerca 2,2 mil visualizações em tempo real, a segunda edição da Live 'Criança & Adolescente em Foco', realizada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), abordou, nesta quarta-feira (03), o tema:  "O acolhimento institucional de crianças e adolescentes em tempos de pandemia de Covid-19". 

O bate-papo contou com a participação de Fabiana Burity, diretora adjunta da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), de Suzana Esteves, gerente de Proteção  Especial de Alta Complexidade, da Fundação Casa Mãe, e com a mediação de Erika Oliveira, psicóloga e assesora técnica da Coordenação de Proteção à Criança e ao Adolescente da SJDHDS.

A iniciativa das lives surgiu da necessidade de  discutir temas relacionados à criança e o adolescente, sobretudo no contexto da pandemia do novo coronavírus, como destacou Érika Oliveira no início da atividade .

"A coordenação fez contatos com atores do sistema de garantia de diretos, em especial com os conselheiros tutelares, e procuramos saber deles como estava o cenário , quais eram as dificuldades e as demandas. A partir desse apanhado, fizemos uma devolutiva e  sistematizamos esse conjunto de lives que estamos realizando", pontuou.

Na oportunidade, Fabiana Burity fez um apanhando sobre as ações, fluxos e protocolos que a Fundac vem adotando para barrar e minimizar os impactos da Covid-19 na instituição.

"Desde o início da pandemia estamos realizando diversas articulações, sobretudo com os órgãos do Estado no sentindo de orientar as ações e prover insumos para as unidades no enfrentamento dessa crise. Promovemos a restrição de visitas, realizamos a distribuição de EPIs, reforçamos as equipes de saúde e também as ações educativas sobre a pandemia. Criamos novas alternativas para dar suporte psicológico e emocional, a exemplo das videochamadas dos educandos com os familiares, mecanismo que também tem facilitado o trabalho das equipes, e um conjunto de medidas que temos adotado para minimizar esses impactos. É bom destacar que não temos nenhuma unidade com superlotação", pontuou.

Por sua vez, Suzana Esteves da Fundação Cidade Mãe, Instituiçõo vinculada à Prefeitura Municipal de Salvador, que tem sua atuação efetivada através de ações da Proteção Social Básica e Especial, também apresentou uma síntese do trabalho desenvolvido nesse momento de pandemia.

"São novos desafios que se apresentam. Estamos nos adaptando e reinventando a forma de atendimento e acolhimento, criando estratégias mais assertiva  para  manutenção das crianças e adolescentes nesses espaços. Para a nossa grata surpresa, através do diálogo com os assistidos e do empenho de toda equipe, estamos com um índice satisfatório de aderência", destacou.

No segundo bloco da transmissão, as convidadas responderam a uma série de perguntas dos participantes. As lives acontecem quinzenalmente, sempre às quartas-feiras. 

Na primeira edição, o tema discutido foi "A violência no contexto do isolamento social", com a participação de Helena Oliveira, especialista em Proteção à Criança e Chefe do Escritório do UNICEF para a Bahia, Sergipe e Minas Gerais, e do superintendente de Direitos Humanos da SJDHDS, Jones Carvalho.


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