02/12/2020
Muito conhecimento sobre ancestralidade, ritos, atos de preconceito e sobre marcos históricos dos povos negros foram divididos entre os socioeducadores e adolescentes e jovens que cumprem medida socioeducativa na Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), órgão vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, ao longo deste mês.
As últimas ações da programação, estendida a todas as unidades de atendimento socioeducativo, foram realizadas nas Cases Mello Mattos e Zilda Arns, que deram um show de explanação histórica e envolveram os educandos em práticas artísticas, culturais, de pesquisa, música e ações práticas.
De acordo com a coordenadora pedagógica da Zilda Arns, Patrícia Santana Carvalho, as atividades tiveram início no dia 23 e encerraram com uma culminância e no dia 27, em que os adolescentes foram os participantes da mesa e puderam debater sobre o tema “Igualdade e Representatividade Importam”. Houve ainda apresentação cultural de capoeira, percussão e expressão corporal, além de mostra de artes com símbolos da filosofia africana.
Ação similar ocorreu na unidade Mello Mattos, local em que os educadores puderam contemplar todos os elementos artísticos, pinturas e artesanatos produzidos pelos jovens, em alusão ao mês da Consciência Negra. “Apesar de haver muitos pontos a serem celebrados, este ainda é um mês de luta, já que o genocídio ainda é uma realidade em nosso país e tem dizimado muitos negros”, afirmou a coordenadora pedagógica da unidade, Sidineia Pedreira.
Os adolescentes e jovens, recitaram poesia, participaram de dinâmicas para estimular a autorreflexão, além de apresentarem as produções artísticas e de pesquisa que elaboraram ao longo do mês. Ao final, o quitute típico da Bahia foi servido: o famoso acarajé.