5ª Cesan aponta melhoria dos indicadores de segurança alimentar na Bahia

28/08/2015
Programas sociais que promovem a transferência de renda, retirada de documentação para trabalhadoras rurais, aquisição e distribuição de alimentos, assistência técnica rural, educação alimentar e acesso à água contribuíram para melhorar os indicadores de segurança alimentar e nutricional nos estados da região nordeste, principalmente na Bahia. Os dados foram apresentados nesta quinta – feira (27), durante o segundo dia da 5ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional, a 5ª Cesan, no Hotel Fiesta pela coordenadora-geral de Monitoramento das Ações de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Carmem Priscila Bocchi.

De acordo com os dados do MDS, a Bahia registrou um aumento expressivo no percentual de domicílios em segurança alimentar e nutricional, que abrange, atualmente, 62,2% da população. A conquista está relacionada ao aumento da compra de alimentos, com o benefício do programa Bolsa Família, que já atendeu 1,8 milhão de famílias no estado, a redução de insegurança hídrica, por meio da construção de 1,2 milhão de cisternas de consumo e 120.606 tecnologias sociais, que permitem o acesso à água para produção e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Alimentos), que fortalece a agricultura familiar e a inclusão social no campo, garante renda e preços justos e, ao mesmo tempo, direciona esses alimentos a pessoas em situação de insegurança alimentar e vulnerabilidade social.

Outras iniciativas citadas pela coordenadora, foram o Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural(PNDTR), cuja documentação permite a inclusão de trabalhadoras rurais nos programas sociais, o Programa de Educação Alimentar, que contribui na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis e deficiências nutricionais, bem como a redução de desperdício de alimentos, além do Programa de Alimentação Escolar (PNAE), que contribui para o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional.

Apesar dos avanços, 15,9% da população baiana ainda vive em situação de insegurança alimentar e nutricional moderada ou grave, principalmente entre os Povos e Comunidades Tradicionais. Como alternativa, Priscila ressalta “a ampliação e o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), por meio da adesão dos municípios, da intersetorialidade das ações e da ampla participação social.