21/10/2020
A Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA), órgão coordenado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), realizou uma ação de atendimento pós-resgate a um trabalhador de 67 anos encontrado em situação de trabalho análogo ao de escravo em áreas de produção de sisal, no interior da Bahia. A operação finalizou nesta terça-feira (20).
Resgatado após 10 anos na produção de sisal em uma fazenda no município de Mulungu do Morro, o trabalhador de 67 anos foi um dos 37 trabalhadores encontrados por fiscais do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), entre os dias 13 e 20 de outubro, nos municípios de Várzea Nova e Jacobina.
Acionada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a SJDHDS, que coordenada a Coetrae-BA, enviou uma equipe técnica ao local para prestar assistência, pós-resgate, à vítima.
“Entramos em contato com o município de origem do trabalhador, prestamos toda a assistência e atendimento junto ao Cras. Agora, será retirada a segunda via do CPF e RG e, posteriormente o titulo eleitoral e toda a regularização documental, para que ele possa dar entrada no seguro desemprego e, junto a Defensoria Pública da União (DPU), entrar com uma ação para requerer a sua aposentadoria por idade, como trabalhador rural”, esclareceu Admar Fontes Jr., Coordenador da Coetrae-Ba.
O idoso de 67 estava alojado em uma pequena casa, sem banheiro, cozinha, água potável e energia elétrica, com buracos pelas paredes, muito suja e com telhado com risco de queda. “Além da assistência prestada a ele, atendemos 27 trabalhadores, que estavam no mesmo local. Fizemos entrevistas para, futuramente, seguirmos com o projeto ação integrada de combate ao trabalho análogo ao de escravo”, acrescentou Admar Fontes.