09/02/2023
Uma apresentação de resultados de pesquisa sobre segurança alimentar e nutricional no Brasil foi realizada na manhã desta quinta-feira (9), no Salão de Atos do prédio da Governadoria da Bahia. O encontro reuniu representantes de Secretarias de Estado, Movimentos Sociais, e contou com a presença da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades).
A ação promovida pela Casa Civil, faz parte das estratégias transversais do programa Bahia sem Fome do Governo do Estado, que tem o objetivo de combater o problema da fome no território baiano. O estudo se denomina “II Inquérito Nacional da Insegurança Alimentar no Brasil no Contexto da Covid-19 (VIGISAN)”, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), em 2022.
O inquérito demonstrou que o índice de pessoas em situação de insegurança alimentar grave na Bahia é de 11,4% e o do nordeste de 21%.
“Somos uma secretaria que atua a partir da assistência e do desenvolvimento social para que as nossas ações superem as desigualdades sociais que ainda imperam mesmo depois de tantos investimentos em nosso estado”, destacou a secretária da Seades, Fabya Reis.
O Coordenador Geral de Ações Estratégicas de Combate à Fome, Tiago Pereira, ressaltou a importância da ocupação social em espaços de decisões de garantia de políticas públicas para o povo baiano.
“Precisamos não perder de vista a participação social em todas as construções. É importante que o governo tenha um tom popular e de escuta. A sociedade civil tem muito a ensinar ao governo, nessa convergência iremos construir uma sociedade melhor para se viver. Construir essas relações com as secretarias e com os movimentos sociais significa muito”, declarou Tiago Pereira.
A professora da Escola de Nutrição da UFBA e coordenadora da pesquisa sobre a fome, Sandra Chaves, pontuou a preocupação do Governo da Bahia em investir na ciência, a fim de enfrentar as desigualdades que assolam o estado.
“A Bahia é o único estado que fez uma pesquisa que analisa território urbano e rural, porque houve uma complementação financeira através do Governo do Estado, isso sinaliza o interesse do estado em conhecer melhor a situação e a promover políticas públicas que possam trazer soluções para os nossos problemas”, afirmou a professora.
“O debate da garantia da segurança alimentar é de todos e todas. Precisamos desenvolver ações intersetoriais que possam combater a fome. Estamos empenhados nesse grande desafio e vamos combater a pobreza em nosso estado”, explicou a superintendente de Inclusão e Segurança Alimentar da Seades, Fernanda Silva, que também estava presente na ocasião.