11/08/2021
Técnicos da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SUDEF), vinculada à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), realizaram na tarde desta quarta-feira (11), no Espaço Xisto, uma visita com o objetivo de avaliar as mudanças necessárias para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência no local. A visita contou com a presença do engenheiro e assessor técnico da SJDHDS, Daniel Junior, e da coordenadora do Espaço Xisto, Ninfa Cunha.
Durante a visita, a Sala de Ensaio Emília Biancardi foi vistoriada. O objetivo é que, futuramente, a sala possa comportar o público do núcleo do NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) voltado a pessoas com deficiência. O espaço precisa passar por alterações estruturais.
“Nós verificamos que temos algumas contradições, o piso é elevado e precisa ter uma rampa para ter acesso, podendo ser até uma móvel. A rotação da porta da sala precisa ser alterada, ela abre para dentro e precisa abrir para fora”, afirmou Daniel.
Inaugurado em 1988, o Espaço Xisto Bahia está localizado no complexo da Biblioteca Pública dos Barris, que também abriga galeria a Pierre Verger e as salas de exibição Alexandre Robatto e Walter da Silveira. O Espaço Xisto Bahia recebe principalmente espetáculos de teatro e dança, mas comporta também shows de música e exposições de artes visuais.
No decorrer da visita, foi identificada a importância da alteração na altura do bebedouro e no balcão de atendimento, instalação de piso tátil direcional e de alerta, de modo a atender as necessidades das pessoas com deficiência.
Ailton Gonçalves, assessor de infraestrutura da Diretoria de Espaços Culturais, também fez parte da vistoria e falou sobre a importância dessas mudanças.
“É muito importante termos um espaço adaptável que atenda a questão da acessibilidade, porque sabemos que existem muitas edificações que não estão adequadas. Principalmente o espaço público, deve atender com qualidade essas demandas”, ressaltou Ailton.
“Nosso objetivo é atender bem o público, já que esse espaço é para se tornar referência em acessibilidade cultural. Nós queremos, de fato, torná-lo mais acessível possível para todos os seguimentos”, enfatizou Ninfa.