Cejuve-BA debate Perspectivas de Trabalho e Renda para a Juventude Baiana com Setre e DIEESE

27/04/2021
Perspectivas de Trabalho e Renda para a Juventude Baiana. Esse foi o tema da live promovida pelo Conselho Estadual de Juventude (Cejuve-BA), na noite desta segunda-feira (26), em alusão ao dia 24 de abril, Dia Internacional da Juventude Trabalhadora. O debate virtual do órgão vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) foi mediado por Iana Aguiar, coordenadora da Comissão de Trabalho e Renda do Cejuve.

“Especialmente com a pandemia e com as reformas administrativas, o sonho da carteira de trabalho assinada e da aprovação em concurso público ficam cada vez mais difíceis de conquistar. É preciso colocar o jovem na pauta, trazê-lo para os espaços de diálogo e construção do seu próprio presente e futuro”, ressaltou Iana. 

Os convidados para o debate Ana Georgina, supervisora técnica do DIEESE, e Marcelo Gavião, superintendente de Desenvolvimento do Trabalho na Setre, discutiram sobre o atual cenário de crise imposta pela pandemia em relação a geração e oportunidade de emprego, renda e educação profissional para os milhares de jovens baianos, especialmente para os que vivem em maiores condições de precariedade e de exclusão. 

“O atual cenário aprofunda a perda de renda e trabalho e é bastante desafiador para a inserção laboral da sociedade como um todo, principalmente para os jovens de 18 a 24 anos. Especialmente os jovens com recortes mais vulneráveis, como negros, mulheres mães, meninas que tem afazeres domésticos, são características que colocam esse jovem em maior condição de precariedade para a inserção no mercado formal de trabalho”, afirmou Ana  Georgina.

“É preciso investir cada vez mais em ciência e tecnologia, política pública de inserção socioprodutiva e estimular o jovem a conquistar e dar condição a ele de estar nesses espaços de direitos”, acrescentou Georgina. 

O superintendente da Setre fez um panorama histórico sobre a construção de políticas públicas de enfrentamento ao desemprego juvenil na Bahia. “Não há no Brasil uma política pública bem sucedida como o programa Primeiro Emprego na Bahia. Um programa que coloca o jovem para trabalhar em sua área de profissionalização, ao tempo que garante renda, experiência e direitos. Isso só é possível porque há investimentos  do nosso poder público baiano. O único caminho possível é este, investir na juventude”, ressaltou Marcelo Gavião. 

“Para termos políticas públicas de emprego juvenil sustentáveis, é preciso enfrentar e propor soluções aos problemas de desemprego e desenvolvimento econômico a nível macro, caso contrário, as possibilidade que se abrem para os jovens são oportunidades muitas vezes sem condição digna e segura de trabalho, a exemplo da crescente onda de jovens trabalhando como entregadores de aplicativos, sem seguridade social e trabalhista, sem equipamento de proteção e etc”, apontou Gavião.

Acompanhe a SJDHDS nas redes: FacebookTwitter, FlickrInstagram e YouTube.