Projeto Corra pro Abraço promove atividades recreativas no Parque São Bartolomeu

05/05/2015

Pessoas em situação de vulnerabilidade social, entre elas usuários de substâncias psicoativas em situação de rua, participaram de atividades recreativas no Parque São Bartolomeu, neste sábado (11). A atividade foi desenvolvida pelo projeto Corra pro Abraço, inciativa da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e o Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA), juntamente com a Casa da Ladeira, unidade que funciona em regime de atendimento transitório juvenil.

O intuito da ação foi o de aproximar os beneficiários do projeto Corra pro Abraço de dispositivos de atenção e acolhimento à disposição de crianças e adolescentes. "Com essa ação também esperamos promover o acesso dessas pessoas à bens culturais", explicou a coordenadora do projeto Corra Pro Abraço, Eleonora Rabêlo. 

Uma apresentação do local, seguida de uma contextualização histórica do Parque São Bartolomeu foi realizada pelo Movimento de Cultura Popular do Subúrbio, que acolheu os beneficiários do programa. A rica diversidade do local, que reúne espécies de plantas medicinais, um local sagrado para adeptos de religião de matriz africana, foi contada pela presidente do Movimento de Cultura Popular do Subúrbio, Sandra Cerqueira.

Uma oficina de berimbau foi ministrada pelo arte-educador do Corra Pro Abraço, Adailson Paixão. A capacitação incentivou o desenvolvimento de habilidades como o trabalho em grupo entre os participantes que aprenderam sobre todas as etapas de construção de berimbau, como a limpeza das beribas, abertura das cabaças até a colagem do couro e lixamento do material. Como resultado da oficina, três berimbaus foram produzidos pelos participantes.

De acordo com a diretora de Gestão e Monitoramento da Integração de Políticas sobre Drogas, da SJDHDS, Emanuele Silva, “a ação fortalece os equipamentos da rede SUS e SUAS, ao passo em que são realizadas atividades que oportunizam a convivência e troca de experiências entre os participantes". Ela ainda lembra que a atividade também pode ser considerada como uma ação de redução de danos, já que quando estão participando de ações recreativas os beneficiários deixam de fazer uso de substâncias psicoativas.  

Já para o pedagogo do projeto Casa da Ladeira, Danilo Carvalho, o momento sensibiliza as equipes que trabalham na perspectiva da atenção aos mais vulneráveis. "Precisamos promover mais ações como essa, que oferecem a essas pessoas experiências de vida ampla", disse.


ASCOM/SJDHDS 

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