14/01/2021
NOTA PÚBLICA
O Conselho Estadual de Juventude da Bahia externa sua insatisfação na condução do INEP e do MEC referentes à aplicação das provas do ENEM em meio ao aumento de casos do COVID-19 em todo país.
O Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, rejeitou pedido de adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020, feito pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio de um ofício enviado ao órgão na última segunda-feira (28/12). O exame está marcado para o próximo domingo (17) contrariando a opinião pública em levantamento feito pelo próprio governo sobre o adiamento ou não.
Diferente do que é apresentado, os traços da desigualdade no acesso à educação em nosso país, se intensificaram cada vez mais, onde a falta de aulas online, acesso à internet e outras ferramentas importantes para a preparação para a prova, dificultam ainda mais a entrada dos nossos jovens no Ensino Superior. O MEC falhou durante toda a pandemia em 2020, não garantindo condições básicas de estudos pra milhões de estudantes de Escolas
Públicas em todo o país, e continuando sem previsão de quando as aulas serão normalizadas ou sem garantia de ensino remoto para esses estudantes, nem como será o calendário de reposição.
Com o agravamento do cenário de contágio e mortes de COVID-19, cerca de 5,8 milhões de inscritos vão arriscar suas vidas e dos seus familiares, já que não foi apresentado nenhum plano de segurança com a saúde dos estudantes nos dias da prova, lembrando que o Brasil encontra-se na segunda onda da pandemia do Coronavírus.
No Estado da Bahia alguns dados merecem ser levados em consideração. Se no Brasil existem 5.687.397 inscritos, o Estado da Bahia possui 444.742. Dentre estes haverá aplicação de prova 161 municípios e 1.436 de locais de aplicação. Serão 18.055 salas. 21,5% dos estudantes da rede pública precisarão se deslocar para outro município para fazer a prova, o que demonstra a grande mobilização de pessoas que precisarão de se deslocar para participar do feito. Desta forma, manter a aplicação das provas é um ataque direto ao povo brasileiro, em especial aos mais pobres, gerando como consequência o agravamento das desigualdades, já tão profunda em nossa sociedade. Deste modo, não desejamos que o ENEM seja uma ferramenta que exclua ainda mais os jovens das camadas populares.
Diversas organizações sociais e entidades estudantis reivindicam o adiamento do ENEM, por todas as questões levantadas e principalmente por ser uma questão de saúde
pública. Não levar em conta essas vozes fere com o princípio democrático do país, distanciando ainda mais o povo das grandes decisões sobre o seu futuro.
É urgente o adiamento do ENEM e apresentação de medidas de segurança.
Salvador, 14 de Janeiro de 2021
Conselho Estadual de Juventude da Bahia
O Conselho Estadual de Juventude da Bahia externa sua insatisfação na condução do INEP e do MEC referentes à aplicação das provas do ENEM em meio ao aumento de casos do COVID-19 em todo país.
O Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, rejeitou pedido de adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020, feito pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio de um ofício enviado ao órgão na última segunda-feira (28/12). O exame está marcado para o próximo domingo (17) contrariando a opinião pública em levantamento feito pelo próprio governo sobre o adiamento ou não.
Diferente do que é apresentado, os traços da desigualdade no acesso à educação em nosso país, se intensificaram cada vez mais, onde a falta de aulas online, acesso à internet e outras ferramentas importantes para a preparação para a prova, dificultam ainda mais a entrada dos nossos jovens no Ensino Superior. O MEC falhou durante toda a pandemia em 2020, não garantindo condições básicas de estudos pra milhões de estudantes de Escolas
Públicas em todo o país, e continuando sem previsão de quando as aulas serão normalizadas ou sem garantia de ensino remoto para esses estudantes, nem como será o calendário de reposição.
Com o agravamento do cenário de contágio e mortes de COVID-19, cerca de 5,8 milhões de inscritos vão arriscar suas vidas e dos seus familiares, já que não foi apresentado nenhum plano de segurança com a saúde dos estudantes nos dias da prova, lembrando que o Brasil encontra-se na segunda onda da pandemia do Coronavírus.
No Estado da Bahia alguns dados merecem ser levados em consideração. Se no Brasil existem 5.687.397 inscritos, o Estado da Bahia possui 444.742. Dentre estes haverá aplicação de prova 161 municípios e 1.436 de locais de aplicação. Serão 18.055 salas. 21,5% dos estudantes da rede pública precisarão se deslocar para outro município para fazer a prova, o que demonstra a grande mobilização de pessoas que precisarão de se deslocar para participar do feito. Desta forma, manter a aplicação das provas é um ataque direto ao povo brasileiro, em especial aos mais pobres, gerando como consequência o agravamento das desigualdades, já tão profunda em nossa sociedade. Deste modo, não desejamos que o ENEM seja uma ferramenta que exclua ainda mais os jovens das camadas populares.
Diversas organizações sociais e entidades estudantis reivindicam o adiamento do ENEM, por todas as questões levantadas e principalmente por ser uma questão de saúde
pública. Não levar em conta essas vozes fere com o princípio democrático do país, distanciando ainda mais o povo das grandes decisões sobre o seu futuro.
É urgente o adiamento do ENEM e apresentação de medidas de segurança.
Salvador, 14 de Janeiro de 2021
Conselho Estadual de Juventude da Bahia