CSU Nordeste de Amaralina recebe prêmios pelo trabalho na comunidade

30/07/2019
O Centro Social Urbano (CSU) do Nordeste de Amaralina, em Salvador, terá seu trabalho desenvolvido na comunidade reconhecido na próxima quinta-feira (1º). A gestora da unidade, Andréa Macedo, será uma das nove mulheres premiadas com o título de “Mulheres que Fazem o Nordeste” da Associação Laleska D’Capri, coordenada pela militante do movimento LGBTQI, Paulett Furacão.

O prêmio é destinado às mulheres que compõem a história do Nordeste de Amaralina e exercem ações de relevância no bairro, sobretudo voltadas ao movimento LGBTQI e contra o racismo na comunidade. A premiação acontecerá às 18h, no Espaço Diplomata de Amaralina, e faz parte da Semana da Diversidade da Região Nordeste de Amaralina, promovida pela Associação no CSU Nordeste, que conta com atividades e mesas de bate a partir de quarta-feira (31).

“O Nordeste de Amaralina engloba todos os segmentos sociais. Como mulher negra presente na política, receber o prêmio me empodera, a partir do momento em que sou reconhecida como mulher que contribui para o fortalecimento da minha comunidade. Isso vai colaborar para nossa gestão no CSU, não só com o lado pessoal”, afirmou Andréa.

Na última sexta-feira (26), a gestora também recebeu o Troféu Rainha Nzinga, durante o 1º Encontro Nacional das Rainhas Nzingas, ocorrido, nesta edição, em Salvador, como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (25/07).

A premiação, idealizada pelo Neafro (Núcleo de Estudos das Relações Étnicos Raciais), da cidade de Montes Claros, Minas Gerais, em parceria com a Unegro, homenageia mulheres negras que se destacam no país, atuando no combate ao racismo através da religião, música, dança, artes plásticas, culinária, moda, política, educação e empreendedorismo. A próxima premiação acontece daqui a dois anos no Rio de Janeiro.

“Desde que idealizamos a Caminhada Rainha Nzinga, que se tornou história no Nordeste e adjacências, as pessoas passaram a enxergar a força, cultura e diversidade do Nordeste de Amaralina, valorizando as mulheres negras daqui, que todos os dias perdem filhos e maridos para violência, mas que, ainda assim, continuam movendo a comunidade. Para mim, esse é o prêmio mais importante da minha vida! Como mulher negra, considero como se fosse o Oscar”, concluiu, emocionada.