SJDHDS participa de webinário sobre Promoção de Direitos de Mulheres em Situação de Rua

10/12/2020

Nesta quarta-feira (09), a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), através da Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis (SUPRAD), participou do webinário "Promoção de direitos de mulheres em situação de rua", promovido pelo Fundo de População da ONU (UNFPA) em parceria com a Secretaria de Política para as Mulheres do Estado da Bahia (SPM). O evento transmitido ao vivo pelo canal do YouTube UNFPA Brasil, acontece no âmbito dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres (21 Dias, na Bahia).

A atividade faz parte de uma série de discussões realizadas semanalmente pela UNFPA sobre os impactos da covid-19 e também sobre outras questões relacionadas às pessoas em situação de rua.  Em formato de roda de conversa, o webnário contou com a participação das palestrantes, Emanuelle Silva, ativista da luta antirracista e Diretora de Prevenção e Redução de Riscos e Danos da SJDHDS, de Luana Malheiro, antropóloga, especialista em Saúde Mental e integrante da RENFA, de Angélica Comis, redutora de danos e coordenadora geral e de advocacy do Centro de Convivência É de Lei e com a mediação de Midiã Noelle/UNFPA e Flávia Reis/SPM-BA.

Cada palestrante respondeu perguntas enviadas por participantes. O objetivo da live é trazer as múltiplas perspectivas e pontos de vista sobre temas, a exemplo do acesso limitado a serviços de saúde de qualidade para a população de rua, a ampliação da vulnerabilidade dessa população agravada pelas barreiras sociais e pelo estigma perpetuado pela sociedade, sobretudo em referência às questões de gênero, com destaque para os desafios diários que as mulheres enfrentam, como risco de violência física e sexual, por exemplo.

O objetivo da inciativa é fomentar o debate sobre essas necessidades específicas da população de rua, com destaque para as mulheres, na formulação de Política Públicas, Programas e principalmente ações para mitigar o impacto da covid-19 voltadas para o público. Além de ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer os conhecimentos estratégicos sobre as atuações das equipes técnicas no estado e no país.

O diálogo teve um ponto de partida, a partir do questionamento: Quais são os fatores que mais impactam na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres em contexto de rua?

Na oportunidade, a Diretora de Prevenção e Redução de Riscos e Danos da SJDHDS. Emanuelle Silva, fez uma abordagem sobre a importância da interseccionalidade para pensar o questionamento e sobre a necessidade de avançar na questão sobre saúde integral da mulher no Brasil.

 “Pensar nos fatores que impactam na vida dessas mulheres, passa por falarmos sobre a perspectiva da interseccionalidade e na aplicação disso na construção da política pública, pois temos um perfil de mulheres que vivem em situação de rua, que são em sua grande maioria negras, e que por esse fato se torna ainda mais complexo, pois é colocada a ideia que essas pessoas podem sofrer diversos tipos de violência, desde a simbólica, pelo fato da sociedade não conseguir conceber essas mulheres como mães. Entre as dificuldades, temos desde esse modelo do que é ser mulher, em que os aspectos da sexualidade e da saúde integral não são colocados em questão. Precisamos avançar e ampliar a ideia do cuidado integral não só na perspectiva da saúde reprodutiva”, pontuou

Ainda em sua fala, a diretora destacou o trabalho que é feito com as mulheres em situação de rua no âmbito do Programa Corra pro Abraço, na intensificação do cuidado ao público.

“O Corra pro Abraço tem um grupo de trabalho que foca na intensificação do cuidado das mulheres em situação de rua e das que estão no processo de gestação. No trabalho que fazemos, temos percebido que com acompanhamento, a criação de vínculos, respeito ao estilo de vida, e por termos um serviço contínuo e articulado com Defensoria Pública, maternidades e os diversos serviços, não só de saúde, mas como de assistência social, essas mulheres tem podido exercer seu direito de maternar e temos auxiliado para que essa mãe e esse filho tenham seus direitos garantidos”, finalizou.

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