21/03/2023
Nesta terça-feira (21), a Organização das Nações Unidas (ONU) celebra o Dia Mundial da Síndrome de Down para reafirmar direitos e conquistas, além de reforçar a luta pela liberdade e oportunidades para as pessoas acometidas por essa síndrome. No âmbito público, são muitos os desafios a serem superados na formulação e execução de políticas públicas que promovam a inclusão social destes segmentos populacionais. Na Bahia, o tema está sob os cuidados da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), através da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Sudef.
Mas a busca por representatividade e inclusão faz parte do cotidiano dessas pessoas no nosso país e, desse modo, muitas histórias se cruzam nesse universo de luta e superação. Hoje, trazemos um pouco da história de Álvaro Borges Neto, o Alvinho, de 25 anos, cujo sorriso largo contagia e mostra a riqueza de se conviver com as diferenças. Torcedor apaixonado do Bahia, Alvinho tem uma vida dedicada ao esporte e à luta pela inclusão de pessoas com Down. Acompanhado por uma pedagoga e uma fonoaudióloga, o jovem mergulhou nos estudos para entender a importância de conhecer os direitos das pessoas com deficiência e, assim, incentivar o debate e a implementação de ações voltadas à inclusão social dessas pessoas. Seu trabalho é direcionado ao cumprimento do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que trata da inclusão dessas pessoas na sociedade.
Adepto de uma vida ativa, Alvinho é aluno do 2º ano do curso de Educação Física, treina e dá aulas de jiu-jitsu, esporte pelo qual foi medalhista de ouro no campeonato baiano, na modalidade Paradesportiva. Ele também se dedica ao boxe e auxilia outros alunos na prática da luta. Desde 2021, Alvinho ocupa o cargo de diretor de Relações Públicas da Associação Baiana de Síndrome de Down (Ser Down). “A diretoria é para promover a inclusão, na verdade, e um conhecimento do mundo. É um trabalho voluntário que eu faço lá. A gente discute campanha para a inclusão social”, declara o jovem.
O superintendente da Sudef/SJDH, Alexandre Baroni, destaca a importância e urgência de tornar visíveis as necessidades desse público para combater preconceitos, discriminações e estigmas. “O trabalho da Sudef é fundamental para as pessoas que ainda são invisíveis para a sociedade e tornar suas vidas mais dignas. As pessoas com síndrome de down podem ocupar diversos espaços, seja na política, na educação, saúde e em todas as funções”, afirmou.
ASSOCIAÇÃO
Criada em 1995, pelos pais e responsáveis por pessoas com a Síndrome, a Ser Down faz parte do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (Coede), órgão colegiado integrante da estrutura da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. A mãe de Alvinho, Lívia Borges, uma das coordenadas da entidade, acha que a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência precisa ser cumprida para garantir saúde, educação e emprego para elas e tornar a sociedade mais acolhedora. “Quanto mais pessoas com deficiência, e seus familiares, se juntarem para buscar apoio no seu entorno para que haja transformação social, a gente vai conseguir uma sociedade melhor”, finalizou.