Em Webinário, SJDHDS discute novas perspectivas de acolhimento a pessoas que fazem uso de drogas

18/06/2021
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), por meio da Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis (Suprad), participou do Webinário “Reduzindo Danos, Reinventando Caminhos”, promovido em alusão ao Dia Internacional de Combate às Drogas, pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), na última quinta-feira (17).

A ação foi transmitida no canal da Sempre no YouTube, e teve como objetivo principal proporcionar um debate acerca do indivíduo e a sua relação com a droga, considerando a complexidade e a transversalidade da temática.

Na oportunidade, a diretora de Prevenção e Redução de Danos da SJDHDS, Emanuelle Silva, palestrou sobre o tema: Acolhimento, cuidado e acessos: rompendo estigmas, com abordagens sobre novas perspectivas de atenção e cuidado a pessoas que fazem uso de drogas.

“Os usuários de drogas sofrem constantemente com os efeitos prejudiciais do processo de estigmatização. Além disso, as informações deturpadas transmitidas pela mídia somadas à falta de conhecimento sobre o transtorno faz com que os usuários de drogas sejam temidos e vistos como incapazes de se recuperar. Assim, sofrem com a desconfiança, estereótipos negativos, preconceitos e discriminação. Frente a este contexto, é importante avaliar o uso de drogas e os usuários em uma relação complexa na qual a dimensão humana precisa ser considerada. Ou seja, é a forma como a pessoa se relaciona com a droga que deve ser considerada e não a droga em si”, destacou ela.

Ainda em sua apresentação, a diretora compartilhou experiências do Programa Corra pro Abraço, uma iniciativa da SJDHDS, que tem como objetivo promover cidadania e garantir direitos de usuários de drogas em contextos de vulnerabilidade social, baseado nas estratégias de Redução de Danos físicas e sociais, aproximando seus beneficiários das políticas públicas existentes e entendendo que o estigma e as desigualdades interferem em suas capacidades de busca, acesso e acolhimento pelos serviços públicos.

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