SJDHDS capacita profissionais das comunidades terapêuticas conveniadas com o Estado

18/08/2016
Com objetivo de promover atualizações técnicas e teóricas da clínica de álcool e outras drogas e temáticas voltadas para a garantia dos Direitos Humanos, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social realiza, mensalmente, capacitação para gestores e técnicos que atuam nas 14 comunidades terapêuticas conveniadas com o Governo do Estado. Nesta quinta-feira (18) mais uma capacitação, organizada pela Superintendência de Políticas sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis (Suprad), reuniu cerca de 60 profissionais, na Defensoria Pública do Estado, no bairro do Canela, em Salvador. No conteúdo programático, temáticas relacionadas ás Políticas sobre Drogas e demais Políticas Públicas importantes para a reabilitação psicossocial dos residentes e, também, assuntos relacionados à gestão físico-financeiro do convênio. 

Na parte da manhã, Ariane Vasconcelos, psicóloga do Centro de Atendimento Psicosocial de Álcool e outras Drogas (CAPS AD) Gregório de Matos falou sobre trajetória, aspectos socioantropológicos do uso de drogas, efeito das substâncias no organismo e psicossociais e tipos de tratamentos utilizados, principalmente sobre a redução de danos. “Existem, hoje, duas vias de tratamento: a abstinência e a redução de danos. Seguimos pelo viés da redução de danos, uma prática proposta pelo Ministério da Saúde que ajuda a como fazer o uso, se for do seu desejo, de uma forma menos prejudicial para sua saúde. Claro que, se a meta do usuário for ficar abstêmio, trabalhamos nesse sentido. Porque, historicamente, forçar a abstemia, a tendência à recaída é maior”, explica a psicóloga.

Segundo a superintendente da Suprad, Denise Tourinho, não é só importante não apenas o repasse de recursos e fiscalização do convênio, mas, fundamental, o cumprimento do estado no papel de capacitar e qualificar o trabalho que é oferecido pelas entidades. “A metodologia pensada para as capacitações é um processo participativo e dinâmico, que preza pela fomentação de troca de conhecimento e de experiência entre as instituições, por meio dos técnicos e dos gestores das instituições, da equipe da SJDHDS e dos demais parceiros do Estado. Essa construção dialógica com as comunidades terapêuticas tendem a abrir mentes e ampliar horizontes”, afirma Denise . 

À tarde os gestores e técnicos assistiram palestra sobre os princípios e práticas da redução de danos, ministrada por Luana Malheiros, antropóloga e supervisora de Redução de Danos no Programa Corra pro Abraço. No encerramento de cada capacitação, é realizada uma avaliação oral e escrita referente á metodologia utilizada pelo palestrante, o conteúdo trabalhado e a logística da capacitação. “O objetivo dessa avaliação é para que possamos aprimorar o processo de capacitação com o estímulo a participação das entidades, disponibilizando a elas um espaço para tecer críticas e sugestões”, informa Emanuele Silva, diretor de Gestão e Monitoramento da Suprad.

Para Cairo Mendonça, representante da comunidade terapêutica Gente livre Maanaim, de Irecê, as capacitações têm sido “muito importantes para dar ferramentas aos gestores, equipes técnicas e monitores das comunidades terapêuticas, e sempre tem trazido temas relacionados a como ajudar as pessoas e preservar os seus direitos”