Neojiba prepara integrantes para o mercado de trabalho

25/11/2016
Além da música, o programa  Núcleos  Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), oferece a seus integrantes preparação para o mercado de trabalho. Iniciado este ano, o projeto piloto Preparando para o Futuro teve seu terceiro momento na tarde da última quarta-feira (24), com rodas de conversa sobre a realidade do mercado de trabalho atual e como elaborar um currículo adequado.  

Segundo a coordenadora de Desenvolvimento Social do Neojiba, Joana Angélica Rocha, dentro do eixo socioassistencial do contrato de gestão do programa há a preocupação com relação ao mercado de trabalho, “e essa ação pretende ampliar esse território de opção de atuação profissional dos alunos, além do Neojiba”. O projeto piloto, segundo Joana Angélica, começou com a seleção de jovens de 25 a 29 anos integrantes de um dos núcleos do programa, que foram entrevistados para uma sondagem. Num segundo momento, foi realizada uma oficina, em parceria com a Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, sobre Projeto de Vida e Carreira, levando os integrantes refletir sobre seus objetivos de vida para o futuro próximo.

Currículo

Para que serve, como apresentar, informações básicas, concordância com a vaga pretendida, erros fatais e como organizar bem um currículo foram algumas das abordagens na conversa com o diretor musical do Neojiba, Eduardo Torres. “Como os alunos só podem ser bolsistas do Neojiba até os 29 anos, avaliamos que seria importante prepará-los e instruí-los sobre esse tema”, explicou Torres.

A realidade atual do mundo do trabalho musical foi abordada pelo agente pedagógico do Neojiba, Fabian Lerat. Ele falou sobre  o momento de  dificuldade e as inovações que estão sendo feitas nos vários lugares do mundo para responder à crise. “O que se pretende é apresentar um panorama de possibilidades, abrir o debate e despertar reflexões sobre o que eles podem empreender nesse mundo, criando novas coisas, entendendo qual o papel deles como músicos ou educadores, porque o mundo da música é muito amplo, não é só tocar”, afirmou Lerat.

Até o final do ano, haverá um diálogo com os 30 jovens que participam do projeto de preparação para o trabalho para saber o que mudou com as informações obtidas com a ação. Para Lucas do Santos,  27 anos, de Caculé, que trabalha na luteria do programa fazendo manutenção dos instrumentos de corda, esse projeto está acrescentando muito. “Por mais que a gente já saiba e já tenha ouvido muitas coisas, essas palestras ajudam muito na organização, no nosso planejamento, a trabalhar melhor as informações e conseguir fazer dar certo, colocando no papel e partindo para a ação”.

Elisa Rangel, 25 anos, clarinetista da Orquestra Juvenil da Bahia e monitora de iniciação musical, reconhece a importância do projeto. “Muito legal porque há uma hora em nossa vida em que atingimos uma meta, concluímos uma etapa, e temos que planejar para ter outras metas, outros objetivos. Nessa hora, muitos de nós ficamos perdidos no caminho, sem saber os mecanismos, e essas conversas direcionadas nos ajudam a ter foco no que queremos fazer”, salientou.