19/06/2019
Torcedores e turistas que foram à Arena Fonte Nova, em Salvador, nesta terça-feira (18), para assistir o jogo da seleção brasileira contra a Venezuela, foram abordados com uma ação da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Com o intuito de alertar o público para o combate e denúncia das violações de direitos de crianças e adolescentes, materiais informativos da campanha “O Trabalho Infantil e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes não aparecem como esta campanha" foram distribuídos.
A ação aconteceu em três pontos da cidade, das 16h às 20h. O primeiro local foi na Barra, ponto de grande movimentação turística em decorrência do jogo. Em seguida, as equipes técnicas das Superintendências de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos (SUDH) e da Assistência Social (SAS), ambas da SJDHDS, distribuíram ventarolas, panfletos, adesivos e pulseirinhas de identificação para crianças, nas estações de metrô Lapa, Campo da Pólvora e, por fim, no entorno da Arena. Mais de 20 mil materiais foram entregues.
“Grandes torneios como a Copa América movimentam muito o turismo nas regiões em que há os jogos. Com isso, muitas violações de direitos também tendem a aparecer, principalmente o trabalho infantil, que é facilmente identificado em carrinhos e barracas de lanches. Então, nossa ação aqui é fundamental para prevenirmos, alertarmos e sensibilizarmos a sociedade para a denúncia e proteção de um público vulnerável”, afirmou Iara Farias, coordenadora de Proteção à Criança e ao Adolescente da SUDH/SJDHDS.
Preocupada com a filha e o sobrinho, a torcedora Raquel Sherk logo que avistou as equipes com os materiais da campanha, garantiu a proteção de seus pequenos. “Rapidamente procurei colocar as pulseirinhas de identificação neles. Todo o cuidado é pouco, principalmente em locais de muita movimentação. Quero uma diversão com segurança e proteção aos meus e, também a todas as crianças”, afirmou ela.
“Nosso papel aqui é observar a movimentação e, caso identificado passíveis violações, propormos, junto a rede de proteção, intervenções para as devidas tratativas dos casos”, afirmou Ângela Paz, conselheira tutelar de Salvador. A ação contou com apoio e participação do Ministério Público; Guarda Civil; entre outros órgão que compõe a rede proteção.