Um patrimônio avaliado como memória ferroviária nacional, assim foi classificado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) relíquias como relógios, louças, móveis, livros, fotografias, metais, dentre outros itens que pertenceram a antiga Ferrovia Leste, hoje, Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB).
A transferência desse patrimônio para a posse legal da CTB é o primeiro passo para a implantação do Memorial Ferroviário, que será implantado pela Companhia, na Estação da Calçada.
"Queremos preservar e promover a história da ferrovia. Nosso objetivo é compartilhar com a sociedade toda essa história que é da Bahia e do Brasil", disse o diretor de Operação e Manutenção da CTB, Hidelson Menezes, responsável pelas negociações e projeto do Museu.
Em visita à CTB, o coordenador de Patrimônio Ferroviário e Licenciamento Ambiental do Iphan, Mário Ferrari, disse que "conhecer o acervo foi incrível, a Estação é uma preciosidade à parte. Por isso, queremos avançar com a cessão dele à CTB e devolver todo esse acervo para a população, que poderá ver cada uma dessas peças. Isso é impagável", afirmou ele.
Segundo o diretor da CTB, o projeto do Museu Ferroviário é uma das prioridades da empresa, que "entende o valor dessa história. A Ferrovia está nos corações do povo baiano, as pessoas têm memórias afetivas e lembranças do trem, têm histórias aqui e, com o museu, poderão mostrar para seus dependentes uma pequena parte de tudo isso", avaliou Hidelson.
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Fotos: ASCOM/CTB