Publicado: 01/02/2016
Última atualização: 08/10/2026 às 16:35
Mais de 90 entidades carnavalescas entre blocos afro e de índios, afoxés e grupos de samba e reggae de Salvador foram contemplados pelo programa Carnaval Ouro Negro, administrado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), com objetivo de apoiar seus desfiles em todos os circuitos do folia da capital.
Criado há oito anos, o programa valoriza a cultura negra e indígena no Carnaval da Bahia e mantém o apoio para garantir a presença dos blocos na avenida.
O Carnaval Ouro Negro é importante para as entidades baianas de matrizes africanas. Essas agremiações, em especial as médias e pequenas, têm grande dificuldade de obter patrocínios. Elas desfilam nos três circuitos da folia – Batatinha (Centro Histórico), Dodô (Barra) e Osmar (Avenida Sete).
Entre as credenciadas pelo programa, estão os afros Bankoma, Cortejo Afro, Didá, Malê Debalê, Muzenza, Os Negões e Okanbi; os blocos de samba Alerta Geral, Alvorada, Reduto do Samba e Quintal do Samba; o afoxé Filhos de Gandhy, os blocos de índios Apaches do Tororó e Comanche do Pelô e os blocos de reggae Aspiral do Reggae e Reggae – O Bloco. A lista completa das entidades apoiadas pelo Ouro Negro está disponível no site da Secult.www.cultura.ba.gov.br.
Para o secretário estadual do Turismo, Nelson Pelegrino, o Ouro Negro é relevante e está associado à estratégia de diversificação do Carnaval de Salvador para baianos e turistas. "Este programa contribui para a pluralidade da festa carnavalesca, valorizando a essência da cultura baiana".