Bahiafarma debate CEIS e reforça papel estratégico em saúde

11/08/2025
Diretora-presidente da instituição, Ceuci Nunes, faz a abertura do Colóquio Bahiafarma 2025
Ascom Sesab

Na última sexta-feira, 08 de agosto, a Bahiafarma abriu as portas de sua sede, em Simões Filho, para receber autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo e científico em um colóquio que marcou um novo capítulo no processo de reestruturação e planejamento estratégico da Fundação. O encontro teve como foco o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) no contexto da Nova Indústria Brasil (NIB), política lançada pelo Governo Federal em 2024 para impulsionar a inovação, a sustentabilidade e a soberania produtiva no país.

A presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, destacou que o evento trouxe uma oportunidade única de enxergar o papel da instituição a partir de olhares externos qualificados. Para ela, ouvir quem estuda de forma aprofundada o cenário da indústria farmacêutica e acompanha as políticas públicas nacionais é essencial para o momento vivido pela Fundação. “Estamos construindo nosso novo planejamento estratégico, e esse diálogo nos ajuda a encontrar caminhos mais efetivos para que a Bahiafarma se consolide como referência nacional em produção e inovação em saúde”, afirmou.

A secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana, reforçou que o Governo da Bahia tem como prioridade fortalecer a atuação da Bahiafarma, empresa pública que já se posiciona com destaque no cenário nacional. “A Bahiafarma é estratégica para o SUS na Bahia e tem potencial de ampliar sua atuação para todo o Brasil. Nosso compromisso é garantir que ela tenha cada vez mais condições de cumprir essa missão”, ressaltou.

O economista Carlos Gadelha, coordenador das ações em saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e referência no que diz respeito à assuntos do CEIS, chamou atenção para a dependência externa do Brasil na área de saúde: o país importa mais de 24 bilhões de dólares em medicamentos, vacinas, equipamentos e tecnologias de alta complexidade, enquanto exporta pouco mais de US$ 2 bilhões. Ele lembrou que essa vulnerabilidade ficou evidente durante a pandemia, quando a falta de autonomia na produção de insumos comprometeu a resposta do sistema de saúde. Para Gadelha, a nacionalização do Complexo Econômico-Insdustrial da Saúde é uma necessidade estratégica, destacando a importância dos laboratórios públicos no processo e ressaltando que instituições como a Bahiafarma desempenham papel essencial na produção de medicamentos e insumos estratégicos, garantindo o acesso da população e reduzindo a dependência externa. “A Bahiafarma dialoga diretamente com os desafios produtivos e tecnológicos do país, especialmente no Norte e Nordeste, e sua atuação recente, como a aprovação da PDP para produção do eculizumabe – medicamento importado com custo anual de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos –, vai consolidando a instituição como referência nacional”, avaliou.

Durante o evento, o diretor de Inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Elias Ramos, apresentou as diretrizes da Nova Indústria Brasil, explicando que a política é guiada por um conjunto de missões que abrangem desde a sustentabilidade da cadeia agroindustrial até a defesa nacional, passando pelo fortalecimento do CEIS como uma das áreas prioritárias. Com orçamento de mais de R$ 400 bilhões, a NIB busca elevar o nível de inovação no país, e o setor da saúde ocupa a segunda posição em prioridade de investimentos. De acordo com ele a Bahiafarma é uma grande aliada nesse processo, pois a Fundação consegue conectar o meio acadêmico e o setor empresarial, articulando desenvolvimento e inovação de forma estratégica para o país.

O colóquio também contou com a participação de André Joazeiro, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia; Augusto Vasconcelos, secretário do Trabalho, Emprego Renda e Esporte; Eduardo Jorge, secretário adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), na ocasião também representando a secretária Fernanda Negri; Julieta Palmeira, ex-presidente da Bahiafarma e gerente do Departamento Regional Centro-Oeste (DRCO-Finep); Thiago Mares Guia, vice-presidente da Bionovis; Paulo Henrique Almeida, superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE); Luiz Henrique D’Utra, da Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia  (Saftec); Carlos Gabas, secretário executivo do Consórcio Nordeste; Ailton Cardozo, procurador chefe do Centro de Estudos Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE); e Gisélia Souza, diretora de Desenvolvimento da Bahiafarma.

Mais do que um evento técnico, o colóquio reafirmou a Bahiafarma como espaço de integração entre governo, academia e indústria – contando ainda com a presença de importantes parceiros, como do presidente da Bionovis, Odnir Finotti, do presidente da Cristália, Odilon José da Costa Filho e da Chefe do Departamento de Medicamento da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edith Cazedey –, no momento em que redefine suas diretrizes e fortalece sua estrutura, a Fundação se coloca cada vez mais próxima de seu objetivo: ser referência nacional em produção e inovação em saúde, contribuindo para um país mais soberano e menos dependente de insumos externos.

 

 

Fonte
Ascom Bahiafarma
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