A integração entre o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) e o povo indígena na Aldeia Itapuã, da etnia Tupinambá, em Ilhéus, foi uma das atividades dos alunos do Curso de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CPCIF). Até esta terça-feira (12), os bombeiros também realizaram atividades diretamente na Mata Atlântica, onde puderam entender mais sobre aquele bioma.
Além das instruções aos alunos do CPCIF, que aconteceram dentro da aldeia, também foram realizados treinamentos para professores, funcionários de escolas e da comunidade que compõem o território indígena. Primeiros socorros (com ênfase na Lei Lucas), prevenção a acidentes, prevenção e combate a incêndio florestal foram os temas abordados. Para as crianças, a atividade foi lúdico-pedagógica, quando aprenderam sobre o que fazer em caso de acidentes. Os bombeiros também visitaram um serpentário na região, onde é produzido soro antiofídico, com o veneno da serpente surucucu pico de jaca, comum naquela região.
"A Mata Atlântica possui um clima quente e úmido e é um bioma muito rico e diverso. Adaptar os combatentes florestais a este tipo de condição térmica e de vegetação é conseguir mais eficiência nos combates e assim preservar com mais efetividade este bioma tão importante para o Brasil e para o mundo", explicou o cabo BM William Charles.
Para o major BM Murilo Rocha, a adaptação nos diversos biomas existentes na Bahia é essencial para o desenvolvimento dos bombeiros militares florestais. "Realizamos atividades técnicas e práticas no combate ao incêndio florestal para o ambiente de Mata Atlântica. Agora seguimos para outro bioma, dessa forma conseguimos realizar atividades diretamente em cada local, com suas especificidades", concluiu o oficial.