21/02/2017
O auditório do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), em Juazeiro, ficou lotado durante a reunião com gestores municipais do Território Sertão do São Francisco, realizada nesta terça-feira (21), com técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que apresentaram estratégias e iniciativas do Governo do Estado, para fortalecer e dinamizar o desenvolvimento rural sustentável nos municípios baianos.O titular da Coordenação Executiva de Pesquisa, Extensão e Inovação Tecnológica (Cepex/SDR), José Tosato, representou o secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues e explicou ao público presente que “queremos e precisamos trabalhar juntos. Hoje nós trouxemos um cardápio de ações da SDR, que ajudam e potencializam o desenvolvimento rural, onde há chance de realizar um trabalho em parceria com os municípios, a partir da adesão aos programas e propostas, de acordo a necessidade e interesse de cada local”.Na “cesta” apresentada teve apresentação de iniciativas ligadas a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), Bahia Mais Forte Terra Legal, Apoio a Comercialização, Garantia Safra, Projeto de Mecanização Rural, orientações para instalação do Serviço Municipal de Apoio à Agricultura Familiar (SEMAF), entre outros.O prefeito de Canudos e presidente do Consórcio do Território Sertão do São Francisco (Constesf), Genário de Alcântara, disse que “é importante essa aproximação, porque ajuda os pequenos produtores acessar as políticas públicas e melhorar a qualidade de vida. É uma construção política que vem de baixo, ouvindo as representações dos municípios”.ParceriaO encontro intitulado, Parceria com os Municípios para o Desenvolvimento Rural, que está sendo realizado nos 27 Territórios de Identidade da Bahia, entre os meses fevereiro e março, tem servido para estreitar a comunicação e intensificar a articulação de políticas públicas, por meio do SETAF e do SEMAF, para que o meio rural baiano possa se desenvolver mais, com inclusão produtiva e acesso aos mercados.A Secretária de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária, do município de Juazeiro, Maraísa Carvalho, afirma que o encontro é uma oportunidade de construção coletiva. “A gente percebe que é necessário essa parceria entre os governos, fazendo um alinhamento adequado, para termos um desenvolvimento rural sustentável consistente”.O Coordenador do Projeto Pró-Semiárido, Cesar Maynart, participou do evento e explicou ao público presente, quais são as estratégicas previstas para serem implementadas de convivência com semiárido. “Nossa expectativa é que, ao longo desses cinco anos, tempo de execução do projeto, haja uma mudança substancial nas comunidades rurais tanto na parte produtiva, quanto na parte de desenvolvimento social, nossa meta é superar a pobreza rural e sem dúvida, essa parceria com as prefeituras e diversas entidades, amplia e muito, o resultado das ações do projeto”, disse Maynart.O chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido, Pedro Gama, indica que “o momento é oportuno pois há uma renovação do corpo de gestores, é hora socializar as ações e pactuar parcerias”.O Presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), José Moacir dos Santos acredita que essa reunião contribui para uma construção política conjunta. “Eu acho essencial essa ação, pois cada território tem uma situação geográfica, ambiental, política e cultural. Só estando no interior para compreender essas peculiaridades e possibilitar uma maior participação da sociedade civil, assim há mais chance da política dar certo, pois está sendo feita com o pé no chão da realidade”.A Pró-reitora de Extensão da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), professora Lúcia Marisy de Oliveira, prestigiou o evento e lembrou que a atividade produtiva rural é um traço marcante das cidades baianas, logo as esferas estaduais e municipais precisam agir em articulação. “A SDR tem uma atuação importantíssima, pois nossos municípios continuam sendo rurais, a atividade econômica principal é agrária, o sistema produtivo, a criação de animais, portanto, ter uma parceria forte entre estado e município é necessário para consolidar o desenvolvimento territorial”, finaliza.SETAF - É um serviço territorial descentralizado de representação da SDR, cuja finalidade é permitir e estimular a desconcentração, descentralização, articulação e implementação dos programas, projetos e ações, além de outras políticas públicas voltadas para o desenvolvimento rural. Foram implantados 27 SETAFs, um em cada Território de Identidade. Essas unidades estão formadas por técnicos das diversas unidades da SDR e de outras instituições parceiras, que atuam na promoção dodesenvolvimento rural sustentável.SEMAF - É um serviço municipal, de responsabilidade da prefeitura, cujo objetivo é promover a articulação, gestão e implementação de políticas públicas, com atuação de forma integrada no Território de Identidade, por intermédio do SETAF. A participação dos municípios ocorre por meio de Termo de Adesão, que estabelece os princípios, objetivos, metas e o arranjo institucional necessário para implantação e funcionamento do SEMAF, articulado ao respectivo SETAF do Território, para a execução, na base municipal, das políticas públicas e a prestação de serviços aos agricultores(as) familiares.EquipeO time de técnicos da SDR que estiveram presentes na atividade foi composto pelo diretor operacional e coordenador de formação, da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), Marcos Vinicius dos Santos e Dário Nunes, respectivamente; coordenador técnico da Cepex, Lucimário Bastos; o gerente regional do Pró-Semiárido, Ademilson da Rocha, mais conhecido como “Tiziu”; além do superintendente da educação profissional e tecnológica da Secretaria de Educação do Estado, Durval Libânio; representantes de instituições prestadoras de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (Acbantu), sindicatos, cooperativas, movimentos ou entidades representativas da agricultura familiar, representantes de universidades, entre outras organizações.[gallery columns="1" size="medium" ids="10251,10254,10255,10256,10257,10258,10259,10260,10261,10262,10263,10264,10265,10266,10267,10268,10269,10270,10271,10272,10273"]