Agricultores familiares discutem perspectivas para cadeia do leite em Condeúba

29/03/2016
O novo momento vivenciado pela cadeia produtiva do leite, alicerçado pela agroindústria, assistência técnica e crédito, está sendo debatido por mais de 300 agricultores familiares de dez municípios do Território de Identidade do Sudoeste Baiano, reunidos até esta quarta-feira (30), no I Seminário de Bovinocultura Leiteira do Vale do Rio Gavião, realizado no Centro de Educação Socioambiental de Tecnologias Sociais Apropriadas (CETEA), localizado no município de Condeúba, a 660 km de Salvador.O evento, organizado pela Cooperativa de Assessoria Técnica e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cootraf) em parceria com as cooperativas que integram a Rede Gavião, tem como objetivo discutir estratégias para organizar o arranjo da cadeia produtiva leiteira, além de avaliar as ações do primeiro ano de execução da chamada pública de assistência técnica e extensão rural (ATER), específica para cadeia leiteira, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A chamada beneficia, diretamente, 400 agricultores familiares e é executada pela Cootraf.O seminário reuniu agricultores familiares integrantes associados de diferentes cooperativas que integram a Rede Gavião: Cooperativa dos Produtos Derivados de Leite do Vale do Gavião (Coodeleite), Cooperativa dos Derivados da Mandioca (Cooperman), Cooperativa dos Derivados da Cana de Açucar ( Coodecana), Cooperativa dos Produtores de Café de Barra do Choça (Cooperbac), Cooperativa de Mel (Coopemel), Cooperativa de Trabalho da Região Sudoeste da Bahia (Coopersuba). Também contou com a presença das instituições financeiras: Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Cresol, e de movimentos sociais.Presente na abertuta do seminário, Wilson Dias, diretor presidente da Companhia de Ação Regional (CAR), destacou que a integração da Cootraf, responsável pela assistência técnica direta a 400 produtores com a Coodleite e suas três microusinas de beneficiamento do leite reúne as condições para dar sustentabilidade a cadeia produtiva do leite no Vale do Gavião. "Esta integração permite a arrticulação entre crédito, acompanhamento técnico e agregação de valor, que ceratmente resultara na ampliação da produção, da produtividade e da renda das famílias".Edgar Filho, diretor presidente da Cootraf e anfitrião do evento, destacou a importância da ATER para cadeia do leite. "A cadeia leiteira tem forte impacto na região e, a ATER, vem cumprindo seu papel no processo de fortalecimento deste arranjo produtivo, beneficiando 400 agricultores familiares, produtores de leite, pela chamada publica do MDA. A realização deste seminário, só vem agregar valor ao trabalho que realizamos juntos aos agricultores e parceiros, e tem, dentre outros objetivos, apontar caminhos para o fortalecimento desta cadeia que já possui três grandes latcínios nos municipios de Guageru, Mortugaba e Tremendal".Maurilo Guilherme de Sousa, secretário de Agricultura, do município de Condeúba, também reforçou a importância da cadeia para a economia local. "Temos aqui no município 400 produtores leite. O seu trabalho impacta na economia, gerando emprego e renda. Essa é uma das forças econômicas do nosso municipio e exige do poder público o incentivo para que possam se organizar junto as coooperativas e ter a oportunidade de comercializar seu produto não só por aqui, mas em toda região".Para Manuela Ribeiro, uma das organizadoras do evento e coordenadora da Cootraf, a discussão favoreceu avanços no planejamento das ações que estruturam a cadeia leiteira do Vale do Rio Gavião, do Território de Identidade do Sudoeste Baiano, detentora de grande potencial para esta atividade. " Os municípios que compõem o Vale do Rio Gavião tem estrutura e assistência técnica qualificada para produção do leite. Por meio Programa Bahia Produtiva, nossos agricultores estão sendo beneficiados com a logística necessária para escoar os produtos derivados do leite. O momento é totalmente favorável para a organização e fortalecimento desta cadeia na região, que produz, cerca de, 18 mil litros de leite por dia, gera sustanbilidade, garante uma vida digna para os agricultores familiares"Angelica Meira, diretora presidente da Coodeleite, conta que a produção vem sendo potencializada, por meio da parceria com a Cootraf na realização do projeto ATER e com a CAR, por meio do edital do bovinocultura do leite, do Projeto Bahia Produtiva. "Por meio da parceria estabelecida entre cooperativa e o Estado conseguimos ampliar a produção dos laticínios de Mortugaba, Tremendal e Guajerú, situados aqui no Território, no que se refere a logística, produção e mercado, obtendo maior retorno para produtores. Lá, temos a capacidade de produzir oito mil litros dia de leite e produtos, a exemplo do doce de leite de barra, doce de leite cremoso e pastoso, iogurte, manteiga".Geraldo Dias de Paula, agricultor familiar e produtor de leite na Fazenda Ressaca, constituída por 150 famílias, no município de Piripá, conta que aprendeu a manusear o leite com seus pais e avalia, que está vivendo um momento novo, que irá alavancar seu negócio. "Minha trajetória no leite foi profissionalizada em 2003. Desde então, venho comercializando na feira do município. A assistência técnica foi uma importante ferramenta que auxilia, até hoje, no manejo alimentar, sanidade animal, melhoramento genético, gerenciamento. Estou aqui buscando conhecimento para ampliar minha pequena comercialização. Hoje, possuo 20 vacas em lactação, por dia tiro 230 litros de leite. Após o seminário, minha perspectiva é encontrar caminhos para ampliar a comercialização, chegando em outros municípios, além de aumentar minha produção".

Galeria: