Aldeia indígena de Porto Seguro realiza III Feira Agroecológica

13/08/2019

Famílias indígenas da Aldeia Xandó, de Caraíva, município de Porto Seguro, Território de Identidade Costa do Descobrimento, realizaram, neste sábado (10), a III Feira Agroecológica da Aldeia Xandó. A ação é resultado da implantação do projeto do Governo do Estado, Bahia Produtiva, executado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

As 20 famílias indígenas da Aldeia Xandó estão sendo atendidas com um projeto que inclui a implantação de quintais produtivos, materiais para o cultivo de hortas, compostagem, cisternas, ferramentas e as barracas de feira padronizadas, possibilitando uma intervenção que atende desde o fomento à produção até a comercialização dos produtos, com acompanhamento técnico de um agente comunitário rural (ACR). O valor total do investimento foi de R$ 182,4 mil.

Caíque Ferreira, um dos beneficiários do projeto, destacou a importância da ação e de ser reconhecido como um produtor, um agricultor familiar e indígena: “Agradeço o incentivo do Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, que nos deu recursos para comprar equipamentos que incentivou a gente a produzir com caixa d’água, ferramentas. A gente tem na nossa tradição a produção de alimentos, dos nossos ancestrais, nossos antepassados, que sempre viveram de agricultura”.

Ferreira ressaltou que a iniciativa beneficia não só as 20 famílias da aldeia, mas também mais de 100 famílias, indiretamente, e que a feira vai ajudar na economia da aldeia, na segurança alimentar e nutrição das famílias: “Elas vão produzir e se alimentar dos alimentos que elas produzem. Irão economizar e ainda vão ganhar um dinheirinho”.

De acordo com a assistente territorial do Bahia Produtiva/CAR, Luanna Bras, apesar de perceber o desânimo de beneficiários algumas vezes, devido à dificuldade de produzir a horta em ambiente salino e arenoso, como é o de Caraíva, o projeto está alcançado o objetivo esperado, tanto pela organização das famílias quanto pelo desempenho do ACR, que vem se destacando como eficiente articulador entre os beneficiários: “Com a chegada da nova prestadora de Ater e com o sucesso da feira, as pessoas têm se animado cada vez mais em superar as barreiras e produzir para além do próprio consumo. É a segurança alimentar aliada ao aumento da renda. Estamos vivenciando o momento em que o objetivo do projeto está sendo alcançado”.

A produção da aldeia é feita sob base agroecológica e eles já estão em busca da certificação orgânica para os produtos. As famílias contam com o serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater), com diversas atividades que contribuem para o desenvolvimento da comunidade.



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