Alunos e monitores das EFAs são capacitados sobre fruticultura de sequeiro

24/08/2016
“Não enxergávamos o umbu e nem o maracujá-da-caatinga como fontes de renda. Víamos o umbuzeiro como uma frutífera sem agregação de valor, e esta realidade mudou”. A afirmação é do estudante João Mael, da Comunidade Picarrão, município Sento Sé, que participou da capacitação sobre Sistemas agroflorestais e extrativismo com foco nas espécies: umbuzeiro e maracujá-da-caatinga.A atividade, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido e com a Rede de Escolas Famílias Agrícola Integradas do Semiárido (Refaisa), reuniu 33 agentes de assistência técnica e extensão rural (ATER), professores e jovens rurais de seis Escolas das Famílias Agrícolas (EFAs) dos municípios de Sobradinho, Brotas, Cícero Dantas, Correntina, Antônio Gonçalves, Itiúba e Monte Santo, na sede da Embrapa Semiárido, em Petrolina-PE.Os técnicos da Embrapa orientaram sobre o substrato até o plantio do umbu e do maracujá-da-caatinga, destacando as alternativas de cultivo sustentável para o agricultor familiar de base agroecológica. “A vantagem do cultivo do maracujá-da-caatinga é sua natureza perene e sua resistência à seca, pois se desenvolve nos mais diversos solos da região semiárida, em condições absolutas de sequeiro. Além disso, o enriquecimento da Caatinga com o umbuzeiros se torna a poupança verde do meio rural para agricultura familiar, frisou Francisco Pinheiro de Araújo, pesquisador da Embrapa.A coordenadora de Apoio a Jovens, Mulheres, Povos e Comunidades Tradicionais da Suaf, Ana Paula Souza, considera imprescindível a parceria com a Embrapa na distribuição de sementes e mudas de espécie selecionadas ou melhoradas para o aumento de renda das famílias dos estudantes beneficiados, futuramente, com a distribuição de mudas. “Técnicos da Embrapa e da SDR acompanham a implantação de matrizeiros e viveiros, dando suporte no desenvolvimento do Projeto”.Para o técnico agrícola e professor da EFA de Sobradinho, Ailton Ferreira dos Santos, “o cultivo das espécies, numa perspectiva ecológica, é fundamental. Assim, conseguimos uma maior sustentabilidade do sistema produtivo, evitando o uso de práticas como o desmatamento, queimadas e agrotóxicos na agricultura familiar, bem como uma alternativa de trabalho e renda para agricultores e agricultoras”.Fruticultura de SequeiroA capacitação integra as ações do projeto Fruticultura de Sequeiro no Semiárido Baiano, da SDR, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e a Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), em parceria 14 EFAs, Refaisa e a Associação das Escolas das Comunidades e Famílias Agrícolas da Bahia (Aecofaba). O projeto, considerado uma alternativa para inclusão produtiva da juventude rural, visa fortalecer famílias agrícolas com a distribuição de mudas de palma forrageira, umbu e maracajá-da-caatinga (ou maracujá do mato). Serão beneficiados, por ano, 1.400 alunos e ex-alunos das EFA’s.[gallery columns="1" size="medium" ids="8745,8746,8747,8748,8749"]

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