Bovinocultura de leite na Bacia do Jacuípe será fortalecida com investimentos do Governo do Estado

08/09/2021

Investimentos do Governo do Estado, da ordem de R$2,9 milhões, irão transformar diretamente a vida de 100 famílias, que trabalham com a bovinocultura de leite, nos municípios de Riachão do Jacuípe e Serra Preta, no Território de Identidade Bacia do Jacuípe, filiadas à Cooperativa de Leite do Vale do Jacuípe (Colvale). Isso será possível a partir do convênio firmado, nesta quarta-feira (08), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Salvador, para a implantação de um laticínio, na comunidade Laranjeiras, município de Riachão do Jacuípe.

A iniciativa, realizada no âmbito do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), tem o objetivo de promover o desenvolvimento rural sustentável da agricultura familiar, numa perspectiva territorial.

Para o secretário da SDR, Josias Gomes, o laticínio tem o propósito de criar espaço para a industrialização do leite, com o objetivo de agregar valor à produção, necessária para dar condições aos agricultores familiares de realizarem o beneficiamento do leite e obterem os produtos lácteos: “Essa ação proporciona as condições para que os agricultores possam ter seus produtos inseridos no mercado, de uma forma mais consistente”.

O presidente da Colvale, José Antonio Paim de Almeida, fala da expectativa com a chegada dos investimentos, que vai possibilitar o beneficiamento do leite para atender ao mercado, com um produto local de qualidade: “Vamos fazer o leite ‘barriga mole’, iogurte, queijo, requeijão. Com certeza vai ser mais renda para os cooperados, para a cidade, para todos nós”.

O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, salientou que a bovinocultura de leite tem expressividade no Território, e que a atividade é bem adaptada ao clima Semiárido, com tecnologia de produção definida na região e que, por isso, o laticínio é a oportunidade de fortalecer, significativamente, esse sistema produtivo, pelo aumento de produtividade e a melhoria na produção.

“Com isso, aumentará, substancialmente, o número de vacas ordenhadas, o número de dias de lactação e a produtividade por vaca. O laticínio chega em boa hora, para dar conta do beneficiamento e da comercialização da produção, com a transformação do leite in natura, de alto risco para o agricultor, pela pequena durabilidade, em produtos de maior longevidade, como o iogurte, a manteiga, os queijos e, assim, posicionar melhor a agricultura familiar no mercado”, ressaltou Wilson Dias.

A ação inclui, além da aquisição de máquinas e equipamentos, de veículo e de mudas de palma, e a construção de sistema de tratamentos de efluentes, também assistência técnica e extensão rural (Ater) para a melhoria na base de produção e a gestão do empreendimento.

Com os investimentos em infraestrutura e o acompanhamento técnico, a produção de leite entre os cooperados, mesmo em períodos de estiagem, que é em média de 5,3 litros por vaca, ao dia, deve alcançar os oito litros, garantindo aumento da produtividade e, consequentemente, da renda dos agricultores familiares.



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