A Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária traz em sua 10ª edição algumas grandes novidades, dentre elas, o 1º Seminário Estadual de Produção de Cachaça e Derivados da Cana, que reuniu o vice-governador da Bahia, João Leão, o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Jeandro Ribeiro, e o secretário da Agricultura, Lucas Costa, com produtores de cachaça do estado, associações e bancos, nesta segunda-feira (25). O seminário faz parte da programação da 1ª Feira da Cachaça de Alambique (FeCachaça), no Parque de Exposições de Salvador.
“Esse é, com certeza, o maior evento da agropecuária do estado da Bahia e o maior evento da agricultura familiar do Brasil. Uma pluralidade de intervenções no rural baiano vocês vão encontrar aqui, desde o agronegócio até a agricultura familiar, ambientes de alta qualidade de produção”, ressaltou Jeandro Ribeiro.
De acordo com o representante da SDR, foi investido cerca de R$ 1,2 bilhão na agricultura familiar nos primeiros quatro anos do governador Rui Costa. “Nosso vice-governador João Leão nos deu a missão, junto com o secretário Josias Gomes (SDR) e o secretário Lucas Costa (Seagri), de fazermos uma grande concentração de esforços. Na próxima quarta-feira (27), nós vamos apresentar uma plataforma para os próximos três anos. Somando com os créditos, acredito que chegaremos a R$ 2,5 bilhões de investimentos. O Censo Agropecuário de 2017 aponta essa necessidade, indicando que municípios abaixo de 40 mil habitantes dependem sobretudo do rural”.
“Nós estamos fazendo um trabalho com uma série de variedades de cana-de-açúcar no Muquém de São Francisco. O proprietário da usina que está implantando já fez uma doação dessas variedades para o pessoal de Angical, pela Seagri. Estamos fazendo uma experiência porque estamos montando uma usina de álcool e açúcar em Muquém de São Francisco e pretendemos implantar dez usinas como essa na Bahia, porque a Bahia só produz 10% do seu álcool e do seu açúcar. Queremos atingir 100%”, frisou João Leão.
Rota da Cachaça
A Rota da Cachaça da Bahia apresenta 18 marcas de cachaça de alambique registradas da Bahia, algumas delas premiadas nacional e internacionalmente, além de um mini-alambique funcionando e produzindo a cachaça “Bonitona”, em homenagem ao vice-governador. A “Bonitona” pode ser degustada durante toda a programação. A cenografia da Rota da Cachaça simula regiões rurais do interior do estado, com coreto, igreja, um autêntico carro de boi carregado de cana e um típico engenho de madeira movido a tração animal.
“A gente percebeu que o nosso leque de produtos precisa ser aberto, divulgado. Então pensamos em montar a Rota da Cachaça para fomentar e divulgar a cachaça da Bahia. Estamos aqui com os bancos, com os nossos representantes governamentais, institucionais, acadêmicos, para dizer que os ainda informais não estão sozinhos, a Bahia abraça os seus produtores, abraça a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Vamos buscar soluções com nossos parceiros”, acrescentou a coordenadora da Rota da Cachaça, Vânia Oliveira.