Empreendedores de cinco Estados se reúnem em Juazeiro para discutir gestão e comercialização de produtos da agricultura familiar

28/01/2020

O intercâmbio e oficina voltados para estratégias de funcionamento e gestão de negócios sociais voltados à comercialização de produtos sustentáveis da agricultura familiar reuniu, nesta segunda-feira (27) e terça-feira (28) em Juazeiro, Território de Identidade Sertão do São Francisco, dezenas de empreendedores e empreendedoras da agricultura familiardos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.

O evento é iniciativa da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Coordenação de Inteligência de Mercado do projeto Bahia Produtiva, executado a partir de acordo de empréstimo com o Banco Mundial, e contou com a parceria da organização Centro Agroecológico Sabiá e da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes-BA).

O objetivo é ampliar e qualificar as estratégias de funcionamento e gestão de negócios sociais voltados à comercialização, no varejo, de produtos sustentáveis da agricultura familiar. Participaram do evento, representantes de mais de 20 lojas físicas, com gestão de cooperativas e associações, que comercializam produtos fornecidos por agricultores e agricultoras familiares.

“É preciso ter clareza de que existem várias formas do empreendimento ter sucesso. Ter um ponto de venda, uma loja de produtos da agricultura familiar não é a única forma de uma cooperativa vender seus produtos, mas cabe o diálogo e análise deste fenômeno, que tem levantado o interesse de muitas organizações. Muitas lojas foram criadas recentemente e o evento serve para ampliar a discussão, entender melhor os diversos cenários que as organizações produtivas têm enfrentado dentro deste foco, obter mais informações e se aprofundar no que tem dado certo ou não, e ponderar sobre o nível de amadurecimento e profissionalização das cooperativas, quanto aos diversos aspectos necessários para a gestão do empreendimento, que precisa ter seu negócio bem estruturado antes de pensar em abrir um ponto de venda.” Guilherme Souza, coordenador de Inteligência de Mercado do Bahia Produtiva.

“É preciso ter clareza de que existem várias formas do empreendimento ter sucesso. Ter um ponto de venda, uma loja de produtos da agricultura familiar não é a única forma de uma cooperativa vender seus produtos, mas cabe o diálogo e análise deste fenômeno, que tem levantado o interesse de muitas organizações. Muitas lojas foram criadas recentemente e o evento serve para ampliar a discussão, entender melhor os diversos cenários que as organizações produtivas têm enfrentado dentro deste foco, obter mais informações e se aprofundar no que tem dado certo ou não, e ponderar sobre o nível de amadurecimento e profissionalização das cooperativas, quanto aos diversos aspectos necessários para a gestão do empreendimento, que precisa ter seu negócio bem estruturado antes de pensar em abrir um ponto de venda.” Guilherme Souza, coordenador de Inteligência de Mercado do Bahia Produtiva.

“Esse encontro foi uma grande oportunidade de conhecermos novos empreendimentos de outros estados da região Nordeste, e estratégico, pela valiosa troca de experiência, por ver como é que cada um faz, para ver como essas ações se encaixam tanto para nós quanto para eles. Vendo as discussões durante esses dois dias, diante desse processo, acho que foram momentos ricos, mas acredito que precisamos intensificar os encaminhamentos e dar continuidade a esse processo”, pontuou Adilson Santos, presidente da Central da Caatinga. Ele salientou ainda que a agricultura familiar na Bahia tem sorte porque tem um Governo que apoia e aposta no segmento, com projetos e programas, como também pelo empenho da CAR/SDR.

Carlo Magno, coordenador do Centro Sabiá e um dos facilitadores da oficina, destacou que a oficina foi um importante espaço de intercâmbio de experiências: “O objetivo maior deste evento foi fazer uma troca, porque os empreendimentos estão em níveis diferentes. Tem gente que está na capital, tem gente que está no interior, e que tem funcionário, mas tem muitas questões que são bem comuns a todo mundo, como, por exemplo, a necessidade de compreender melhor a formalidade dos empreendimentos, gestão, governança e a parte de comunicação e marketing”.

Sobre o evento, o técnico em Agroindústria do projeto Pró-Semiárido/CAR, Egnaldo Xavier, ressaltou a organização dos empreendimentos baianos: “Os participantes avaliaram positivamente o avanço da Bahia, que conta com o apoio do Governo do Estado na estruturação das cooperativas, com políticas públicas que dão suporte na gestão. Neste sentido, a nossa avaliação também é positiva, visto que percebemos que estamos no caminho certo e, isso fortalece nossa intenção de trabalhar nesta perspectiva de estruturar as organizações econômicas, com foco na comercialização”.

Além do debate sobre os diversos temas que ainda estão no campo dos desafios para estes empreendedores e empreendedoras, à exemplo da regulamentação de algumas categorias de produtos, a oficina contou com uma rodada de negócios para que os participantes apresentassem seu catálogo de produtos, degustassem e trocassem contatos para futuras parcerias. “Gerar uma possibilidade de acordo entre estas organizações, de negociação de produtos, de levar o cacau da Bahia para o interior de Pernambuco ou de trazer o açúcar mascavo que está sendo produzido em Pernambuco para Juazeiro, e discutir questões estratégicas, têm o objetivo de fortalecer este grupo e construir uma sinergia entre eles”, salientou Magno.

Os participantes também visitaram a loja da Central da Caatinga no centro de Juazeiro, e o espaço onde será construído o Empório da Agricultura Familiar. A obra conta com o apoio do Pró-Semiárido projeto executado pela CAR/SDR, por meio do acordo de empréstimo firmado entre o Governo da Bahia e o Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

A programação contou com a apresentação da metodologia e pactuação, desafios e perspectivas para implantação, funcionamento e viabilidade dos espaços de comercialização no varejo dos produtos sustentáveis da agricultura familiar e orientações gerais sobre funcionamento e viabilidade dos espaços de varejo, entre outros temas. A previsão é que em breve seja realizado um segundo encontro para fortalecer esta rede de apoio e de fomento à comercialização de produtos da agricultura familiar camponesa.



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