Empreendedorismo e Gênero são debatidos no II Enafa

01/11/2016
enafa_30315997750_oQuestões de Gênero tiveram destaque durante o I Encontro e Feira do Empreendedorismo de Mulheres dos territórios do Sertão de São Francisco, na Bahia, e representantes de Pernambuco, e do Piauí, realizado durante o II Encontro da Agricultura Familiar (Enafa), em Juazeiro, nos dias 27 e 28 de outubro.O evento é uma parceria da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), por meio do Pró-Semiárido, com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e o Sebrae. O Pró-Semiárido é um projeto executado pela CAR, fruto de uma parceria entre o Governo da Bahia e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).Tanto Políticas Públicas e a Geração de Renda para as Mulheres, quanto às questões de Juventude, Raça e Gênero no Semiárido, foram temas das palestras, e as discussões contextualizadas com as temáticas do semiárido, ministradas pela Assessora de Gênero do Pró-Semiárido, Elizabeth Siqueira.Na quinta- feira (27), a mestre em Gênero, Mulher e Feminismo utilizou, em sua palestra sobre Políticas Públicas e Geração de Renda para as Mulheres, a metodologia participativa como instrumento para que perguntas fossem feitas pelo público, e as respostas, como numa colcha de retalhos, formaram a roda de conversa e reflexão e de um entendimento sobre o assunto. “Essa metodologia leva os agricultores e agricultoras a participarem com muita propriedade, perguntando e colocando seus questionamentos e observações sobre os problemas abordados”, disse.Agricultores e agricultoras da Bahia e de Pernambuco, sindicalistas, feministas, profissionais liberais e técnicos do Pró-Semiárido que optaram por participar do tema abordado no auditório 07, se depararam com questões como a saúde da mulher do campo, o desconhecimento sobre as doenças, a ausência específica de um trabalho voltado para as mulheres negras, a discriminação contra as mulheres em pleno século XXI, a escola sem educação contextualizada com a vida e a diversidade da região semiárida.Na sexta-feira, Beth Siqueira palestrou, no auditório central, sobre Juventude, Raça e Gênero no Semiárido, e trabalhou com a metodologia da pergunta, embasada na educação contextualizada, instigando os jovens, homens e mulheres, a trazerem seus problemas e demandas e, juntos serem construídas as soluções, enfocando como o Pró-Semiárido pretende trabalhar com a Juventude, Gênero e Raça nas comunidades atendidas do semiárido baiano. “Pretendemos trabalhar nas comunidades organizando as mulheres, os homens e a juventude para lutarem por seus direitos”, afirmou Beth, e continuou, “vamos promover formação política e específica para construir uma consciência crítica sobre a realidade. Acreditamos que levando as pessoas a refletirem sobre sua realidade e seu cotidiano, estão contribuindo para o acúmulo de conhecimento e mudanças de atitudes”, disse.Para Rosa Alice, moradora do assentamento Santa Maria da Boa Vista, de Pernambuco, falou das perdas de direitos que a população tem presenciado no atual governo. Para ela, “precisamos intensificar nossas ações. Se as mulheres estão com acesso a terra, cisternas em casa e podendo pegar crédito, isso foi resultado de muita luta. E, hoje, estamos sendo recepcionadas com bombas e gás, nas nossas reivindicações, em Brasília”, e finalizou, “Precisamos retomar a nossa luta”.Outras palestras temáticas foram ministradas nos demais auditórios, sobre Apicultura e Meliponicultura; Hortifruticultura e Agricultura Orgânica; Caprinovinocultura: Manejo Alimentar e Sanitário; Piscicultura e Pesca Artesanal e Avicultura de Corte e Postura.

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