As estratégias para o fortalecimento da cadeia produtiva do dendê foram discutidas, nesta segunda-feira (08), durante o Encontro de Pesquisadores e Produtores rurais de Azeite de Dendê do Baixo Sul da Bahia, que aconteceu no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFBAIANO), em Valença.
Durante o encontro, foi discutida a viabilidade de solicitação do registro de Indicação de Procedência (IG) para o azeite do dendê, instrumento usado para identificar a origem de produtos ou serviços, reconhecendo as características ou a qualidade desses produtos ou serviços, de uma determinada região. O azeite do dendê é produzido numa extensão territorial de mais de 20 mil hectares, envolvendo mais de 28 municípios dos Territórios de Identidade Baixo Sul, Recôncavo Baiano, Litoral Sul e Costa do Descobrimento.
O evento foi promovido pelo Instituto de Geociências e a Escola de Nutrição, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e o IFBAIANO, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
A Bahiater/SDR vem contribuindo para o fortalecimento da cultura do dendê ofertando Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), de forma que garanta a proteção das características de um produto sustentável.
Ana Cristina Souza, coordenadora técnica da Diretoria de Inovação e Sustentabilidade (DIS), da Bahiater/SDR, participou do encontro ministrando palestra sobre o papel da Bahiater no fortalecimento da cadeia produtiva do dendê na Bahia. Ela destacou que o IG legitima a qualidade do azeite do dendê no mercado: “O Território Baixo Sul é o principal polo de produção dessa oleaginosa no estado. O azeite possui características próprias, o que garante o apoio da Bahiater na iniciativa do IG do Azeite de Dendê”.
Alcides Caldas, professor Doutor do Instituto de Geociências da UFBA, explicou a importância do IG para a comercialização: "A Indicação Geográfica é um signo distintivo que congrega todas as singularidades de um determinado produto e de uma determinada região. Então, o produto de qualidade está baseado na sua qualidade intríseca, mas esta qualidade tem que estar relacionada também com aqueles que produzem. A importância disso para a economia no contexto mundial atual é de que as Indicações Geográficas, com os acordos internacionais que foram estabelecidos, permitem e facilitam a entrada de produtos nesses mercados que são cada vez mais difíceis".