Durante três dias, mais de 500 pessoas, entre educadores, secretários de Estado, lideranças políticas e representantes de movimentos sociais se reuniram no Centro de Formação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Salvador, para o 21º Encontro de Educadores e Educadoras do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) da Bahia. O objetivo do evento, que encerra nesta segunda-feira (04), é o de debater a Educação no Campo na Bahia.
Jeandro Ribeiro, chefe de gabinete da SDR, participou da plenária e reforçou que o trabalho realizado pelo MST no Estado tem contribuído com a execução de políticas afirmativas, que vêm transformando o rural baiano. Ele destacou que a educação é uma pauta de extrema relevância para o progresso da agricultura familiar: “Nós precisamos continuar desenvolvendo a Bahia a partir do rural e a educação é fundamental para isso. Encontros como este nos fortalece e nos ajuda a construir um futuro promissor, com mais políticas públicas que assegurem o desenvolvimento rural para todos e todas”.
Evanildo Costa, integrante da direção nacional do MST, salientou que esse foi um encontro importante, de muito debate, principalmente por conta do momento político que se vive no Brasil: “Não temos dúvida que a Educação é um elemento que ajuda, cada vez mais, a evoluir a consciência das pessoas. A Educação ajuda a gente pensar na coletividade e igualdade e a superar limites”.
O evento contou com apoio institucional do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à SDR, e da Secretaria de Educação. A programação das atividades ocorreu com debates de temas ligados à atual conjuntura política e educacional; as mudanças propostas para a Educação; os desafios da agroecologia na construção do currículo e planejamentos para avançar o trabalho feito pelo MST em todo Estado.
“Nós levantamos a bandeira da agroecologia, alimentação saudável, a proteção do meio ambiente e a atualidade da educação no campo. Foi um encontro significativo, pois nós reunimos a escola para estudar, planejar e levantar a bandeira de luta e resistência, devido ao retrocesso na Educação do nosso país”, avaliou Sintia Carvalho, coordenadora do Setor de Educação do MST na Bahia.