Com o objetivo de apoiar e desenvolver cada vez mais as cadeias produtivas de todos os Territórios de Identidade do estado, a equipe da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), vem realizando reuniões com cooperativas e associações de todo estado para divulgar o edital Alianças Produtivas Territoriais, do projeto Bahia Produtiva. Nesta quinta-feira (18), foi realizado um encontro, no município de Capim Grosso, com lideranças comunitárias e empresários da região que trabalham com a cadeia produtiva do licuri.
O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, ressaltou que o intuito do evento na localidade é apoiar cada vez mais os agricultores que desenvolvem alguma atividade na cadeia do licuri, como beneficiamento, tendo em vista que o edital Alianças Produtivas Territoriais, está com inscrição aberta até o dia 4 de maio, e ver como implementar algumas ações para dinamizar essa cadeia: "O diferencial desse edital é que ele pretende organizar uma rede de associações e cooperativas formando uma aliança com foco no mercado".
O edital Alianças Produtivas vai investir R$ 60 milhões que serão investidos para que associações e cooperativas da agricultura familiar baiana estabeleçam relação comercial com o setor privado.
Segundo o representante da Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), Valdivino Araújo, a reunião foi um momento de debate e troca de experiências: "A ideia foi discutir políticas públicas com foco no Alianças Produtivas para que todos tenham informações consolidadas".
O representante da Lipe Indústria de Sabões e Velas, de Miguel Calmon, Felipe Saraiva, informou que compra anualmente 200 toneladas de licuri: "Produzo sabão, óleo comestível e cosmético. O Alianças Produtivas é uma parceria que eu tenho interesse e que vai fortalecer os dois lados".
Já o empresário Leonardo Ferreira, da Licuri Brasil, falou sobre a importância das associações e cooperativas trabalharem com boas práticas: "Trabalhamos com produtos orgânicos. Temos interesse em iniciar essa parceria, mas precisamos ter a certeza da qualidade do produto. Compramos em média 586 mil quilos de amêndoa por ano. É um projeto promissor que vai trazer renda para os extrativistas e garantia do ganho da matéria-prima de qualidade para as empresas".
O debate possibilitou que os agricultores pudessem tirar dúvidas acerca do edital e, assim, formular melhor suas propostas: "Tivemos aqui a oportunidade de ouvir os empresários e quais são suas principais demandas. Com essa parceria teremos uma base e uma segurança de que o agricultor terá um ganho", afirmou Wilson Dias, diretor-presidente da CAR.
Dias lembrou que os empresários que compram da agricultura familiar também ganham com, por exemplo, a desoneração do ICMS devido, por conta de operações de crédito presumido das aquisições dos produtos com o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF).
Presenças
Estiveram presentes lideranças dos municípios de Várzea da Roça, Caldeirão Grande, Serrolândia, Queimadas, Cansanção, Quixabeira, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), da Prefeitura Municipal e do Sindicato dos Trabalhadores de Capim Grosso, dos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (Setafs) Piemonte Norte do Itapicuru e Bacia do Jacuípe, e o superintendente de Agricultura Familiar/SDR, Marcelo Matos.