Equipes técnicas do Pró-Semiárido avaliam estratégias na oferta de assistência técnica

19/07/2019

Equipes técnicas do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação regional (CAR), estão participando de encontros de planejamento, formação e avaliação. A atividade tem o objetivo de monitorar as ações realizadas em campo junto aos agricultores familiares e elaborar estratégias de fortalecimento das iniciativas que visam, entre outras coisas, a garantia da autonomia, renda e segurança alimentar dos beneficiários.

No total, 115 técnicos atuam junto a mais de 13 mil famílias, em 32 municípios do Semiárido baiano. Além de levar conhecimento para as famílias, os técnicos aperfeiçoam sua ação, por meio da metodologia participativa que envolve o Núcleo de Estudos em Agroecologia e Convivência com o Semiárido (Neacs).

Para esses momentos de formação, o Pró-Semiárido instala um processo de construção de conhecimento, necessário para a evolução das atividades agroecológicas e de convivência com o Semiárido, com base na pedagogia da pergunta. A metodologia privilegia o diálogo entre os agricultores e entre técnicos e agricultores, com intuito de identificar as situações significativas de cada contexto e dos diferentes sujeitos que dele fazem parte, além de promover a partilha do conhecimento de cada um a partir das suas experiências.

O zootecnista, técnico do Pró-Semiárido, Emanoel Freitas, avalia que a atividade tem grande relevância para garantir a eficiência dos trabalhos em campo: “A formação foi extremamente importante para a gente avaliar a metodologia utilizada pelos técnicos em campo, principalmente as rodas de aprendizagem. A gente conseguiu ver um grande desenvolvimento deles frente a outras formações. Ao final, a gente sai com alguns resultados que são sínteses dos avanços e estratégias que servirão para utilizar nas ações do projeto”.

O Pró-Semiárido, projeto financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), conta com 10 organizações da sociedade civil conveniadas, que realizam, juntamente com técnicos da CAR, assistência técnica e extensão rural (Ater) continuada para os beneficiários. Nos encontros de avaliação, formação e planejamento, os técnicos apresentam os relatos de algumas experiências exitosas das famílias. Além disso, há a reflexão sobre o que foi conquistado pela Ater no sentido da promoção da transição agroecológica e as estratégias para avançar nesse sentido.

“Este momento de informação é uma integração da equipe onde temos o espaço de refletir sobre as nossas atividades executadas no campo. Sobre as rodas de aprendizagem, é uma metodologia interessante, na qual os agricultores trocam os saberes e as experiências deles em campo. É onde as agricultoras se sentem à vontade quando se faz um intercâmbio nos quintais, quando estão dando dicas umas para outras. A gente aprende muito mais nas rodas de aprendizagem do que levamos, a gente aprende que é preciso ouvir e isso nos dá informação de como buscar estratégias para executar o trabalho em campo com estas famílias”, afirma Taiane Souza Costa, técnica do Pró-Semiárido, que atua na Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc).



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