Fórum de assistência técnica discute ações para assentamentos

01/03/2016
A assistência técnica que queremos em 2017. Esse foi um dos temas discutidos durante o Fórum de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), realizado no auditório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), nesta terça-feira (01), com a presença do diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias,do superintendente regional do Incra na Bahia, Luiz Gugé, da superintendente de Políticas Territoriais e Reforma Agrária (Sutrag) da SDR, Renata Rossi, do superintendente de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), Ivan Fontes, do diretor de ATER, da Bahiater, Jazon Júnior e representantes de movimentos sociais do estado da Bahia.Entre os objetivos do encontro estavam a execução de projetos para o desenvolvimento de assentamentos na Bahia, a exemplo do projeto de Desenvolvimento Sustentável para Assentamentos de Reforma Agrária na Bahia, que prevê um investimento total de mais de R$ 120 milhões, nos próximos anos, em ações de acesso à água, agroindustrialização e assistência técnica e extensão rural, do projeto de Euclides Neto, em parceria com instituições de ensino e pesquisa e dos projetos que serão atendidos com as linhas de crédito Fomento e Fomento Mulher, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.De acordo com o diretor presidente da CAR, Wilson Dias, a realização desse fórum, com a presença do poder público, federal e estadual e os movimentos sociais, é o reconhecimento da importância dos assentamentos no desenvolvimento rural da Bahia. Dias explicou ainda que o governo está se empenhando para viabilizar a execução das ações já existentes, a exemplo do acesso a terra, que é fundamental para possibilitar o agricultor produzir. “A partir de ações como a de acesso a terra serão executadas outras políticas públicas para dinamizar e desenvolver a vida dos assentados na Bahia”.Segundo o superintendente regional do Incra na Bahia, Luiz Gugé, as metas para o desenvolvimento dos assentamentos baianos estão sendo cumpridas, com os recursos existentes voltados para a assistência técnica dos assentamentos. “Apesar de estarmos cumprindo as metas, ainda temos que avançar em questões como o crédito, meio ambiente e regularização fundiária e investir em parcerias como a que está sendo realizada com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IFbaiano).O superintendente da Bahiater, Ivan Fontes, destacou a importância de universalizar a assistência técnica, com qualidade, para os assentados baianos e esse serviço deve dialogar com outras políticas públicas executadas no estado. “Estamos construindo um Sistema de Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural na Bahia e precisamos estimular um processo de gestão dessa política pública, para que possamos ofertar um serviço de qualidade para os agricultores do estado”.De acordo com a superintendente da Sutrag, Renata Rossi, essa parceria entre o governo estadual, o Incra e os movimentos sociais deve encontrar ainda soluções para questões como o acesso ao Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf). “A realização desse fórum, que acontecerá sempre nas primeiras terças-feiras de cada mês, é o cumprimento de uma das metas do convênio entre o Incra e o governo estadual e com a participação de todos poderemos alcançar as metas estabelecidas, atendendo as demandas e gerando o desenvolvimento dos assentamentos baianos”.Para o representante dos movimentos sociais, do Assentamento Terra Vista, do município de Arataca, Joelson Ferreira de Oliveira, o fórum é um passo importante de diálogo, para que sejam discutidas as principais necessidades dos assentados baianos. “Os assentamentos ainda precisam buscar a soberania alimentar, independência econômica, tecnologia e ciência e produzir a partir de matriz agroecológica, mas sem deixar de continuar lutando pela terra, resistindo e produzindo, a partir de uma nova perspectiva do ser humano”, destacou.Movimentos presentes – Participaram do encontro, equipes da Superintendência de Agricultura Familiar da SDR, Incra, Bahiater, CAR e Sutrag, e representantes do Movimento dos Assentados, Acampados e Quilombolas (Movimento CETA), Movimento de Unificação Camponesa (MUC), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Fundação de Apoio aos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares da Região do Sisal e Semiárido da Bahia (FATRES), Movimento Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Via do Trabalho, Pastoral Rural, Polo de Unidade Camponesa (PUC), Teia dos Povos, Eco Bahia/Teia, Assentamento Frei Vantuy, Jupará Agroecológica, Federação Brasileira dos Direitos Humanos e Fórum dos Movimentos Sociais da Bahia (FBDH/FSB) e Movimento Social Frente de Trabalhadores Livres (FTL).[gallery ids="7445,7448,7447,7446,7443,7442"]

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