Mês da Comunicação Popular inicia com discussão sobre combate à desinformação

03/08/2021

A importância da comunicação popular, o combate à desinformação ou “fake news” e o interesse por trás da “estratégia” da desinformação foram pontos debatidos no seminário de abertura do Mês da Comunicação Popular. O evento, realizado nesta segunda-feira (02), foi transmitido ao vivo pelo canal da SDR Bahia, no YouTube.

O Mês da Comunicação Popular é uma iniciativa do projeto do Governo do Estado, Pró-Semiárido, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). O objetivo é instrumentalizar jovens, mulheres e técnicos e técnicas em ferramentas de comunicação, promover debates e reflexões sobre comunicação popular e comunitária, democratização da comunicação; o papel da educomunicação e dos desafios de fazer comunicação na pandemia.

O painel de abertura foi mediado por Elka Macêdo, membro da assessoria de comunicação do Pró-Semiárido, e contou com a participação de Manuela Conceição do coletivo Carrapicho Virtual, e de Patrícia Paixão do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.

Manuela trouxe a experiência do Carrapicho Virtual, coletivo de educomunicação do Vale do Salitre, em Juazeiro, que está presente nas mídias sociais Facebook, Instagram e YouTube. Ela destacou a importância de ocupar as mídias e de valorizar o que é local: “A gente tem pessoas ocupando as mídias sociais, rostos diferentes, cabelos diferentes, sotaques do Nordeste pautando coisas que precisam ser ditas. Da minha comunidade posso pautar algo que é importante, mas que não vai sair no jornal”.

A jovem pontuou também que a educomunicação e a comunicação popular são importantes para combater a desinformação, inclusive, as que vêm sendo difundidas há anos sobre o Semiárido. “Quando a gente começa a discutir comunicação popular e educomunicação, a gente começa a se questionar por que o Semiárido é tido como um lugar seco, um lugar sem vida, um lugar que as pessoas têm que sair dele. Então, isso é uma desinformação perversa e que foi colocada para as pessoas, uma tentativa de inferiorizar o Nordeste”, explicou Manuela.

Patrícia Paixão frisou que “a desinformação sempre foi combatida na/pela comunicação popular, porque é a comunicação que não tem mentira, que é feita horizontalmente, participativamente, com diversidade. Então, essa comunicação não poderia ser um instrumento da desinformação, pelo contrário”.

O evento, realizado de forma virtual, consiste em uma das estratégias para promover debates e reflexões sobre a comunicação popular e comunitária, a democratização da comunicação, a educomunicação e os desafios de fazer comunicação em tempos de pandemia. Além de instrumentalizar jovens, agricultores, agricultoras e a equipe técnica do Pró-Semiárido em ferramentas de comunicação.

Mês da comunicação Popular

O Mês da Comunicação Popular continuará com a realização de seminários e oficinas até o final do mês de agosto. A ação conta com o apoio do Instituto Regional da Pequena Agropecuária (Irpaa); Associação de Assistência Técnica e Assessoria aos Trabalhadores Rurais e Movimentos Populares (Cactus); Cooperativa de Trabalho e Assistência a Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (Cofaspi); Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop), além do Departamento de Formação de Órgãos Colegiados (DFOC), Rede Educom e com os jovens comunicadores e comunicadoras do coletivo de Comunicação Popular Conexão JC.

Com informações: Ascom Irpa



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